ACOMPANHE-NOS    
AGOSTO, TERÇA  09    CAMPO GRANDE 12º

Capital

Com fluxo intenso, semáforos em rotatórias serão reanalisados

Congestionamentos na Zahran com Joaquim Murtinho vira teste de paciência em horário de pico

Por Cleber Gellio | 22/06/2022 13:07
Avenida Eduardo Elias Zahran no sentido Terminal Hércules Maymone (Foto: Marcos Maluf)
Avenida Eduardo Elias Zahran no sentido Terminal Hércules Maymone (Foto: Marcos Maluf)

Implementadas com a promessa de que resolveriam o problema de congestionamentos no trânsito, as rotatórias da Joaquim Murtinho com a Avenida Eduardo Elias Zahran e Rua Ceará, têm se tornado um verdadeiro teste de paciência aos condutores campo-grandenses que passam pela região do terminal Hércules Maymone, em Campo Grande.

Antes das obras a estimativa de tráfego na região era de aproximadamente 68 mil veículos por dia e de acordo com a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), a equipe de semaforização já está fazendo uma análise de fluxo e reprogramação, “pois esses semáforos foram ativados em 2020 e durante a pandemia houve uma mudança muito grande na natureza do trânsito em toda essa região da Joaquim Murtinho. Faremos a mesma coisa para rotatória da Avenida Mato Grosso”, explicou via assessoria.

Iniciado em 2019, o reordenamento do trânsito entrou em funcionamento definitivo em maio do ano seguinte. Conforme informações da prefeitura, à época, os trechos receberam adequações nas alças de acesso e recapeamento nas pistas que ligam as rotatórias, além de dois conjuntos semafóricos. E é exatamente a semaforização, que visava melhorar a fluidez do tráfego nesta região da cidade, que aparentemente tem atrapalhado a vida dos condutores em horários de maior circulação.

Devido aos antigos congestionamentos, o trecho passou por diversas intervenções, as mais efetivas nos últimos anos com instalação de sinalização luminosa e custou quase R$ 820 mil aos cofres municipais.

Na rotatória onde a Avenida Zahran termina e se encontra com a Joaquim Murtinho, também ampliou-se a alça de acesso e o canteiro central avançou quatro metros. Reformulação que agradou o motorista Samuel Erébia, 49 anos. “Aprovado”, pontuou o bancário.

José Augusto Andrade, 20 anos (Marcos Maluf)
José Augusto Andrade, 20 anos (Marcos Maluf)

O pintor José Augusto Andrade, 20 anos, que passa diariamente pelo local, acredita que a reorganização melhorou bastante o trânsito, no entanto não resolveu o problema da lentidão. “Às vezes está tranquilo, mas como o movimento aqui é muito grande os congestionamentos são constantes”.

Já o motorista, Sandoval Leonardo Junior, 51 anos, aponta o número crescente de veículos na capital como grande causador do problema e sugere como alternativa o ‘rodízio’, que reduziria a quantidade de veículos nas ruas e consecutivamente melhor fluxo. “O problema maior é o aumento da frota veicular, que tem provocado diversos pontos de congestionamentos na cidade e um dos gargalos é aqui”.

De acordo com o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), Campo Grande registra frota de 614 mil veículos.

Nos siga no Google Notícias