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Capital

Dono de boate encontrado carbonizado foi morto após torturar suspeito de furto

Um dos suspeitos disse que antes de matar a vítima foi torturado com choque elétrico e agredido a pauladas

Por Viviane Oliveira | 16/09/2020 08:40
Viatura da Polícia Miitar no local onde a vítima foi encontrada morta com parte do corpo carbonizado (Foto: Silas Lima)
Viatura da Polícia Miitar no local onde a vítima foi encontrada morta com parte do corpo carbonizado (Foto: Silas Lima)

O comerciante Ronaldo Nepomuceno Neves, 48 anos, conhecido como Brasília, foi morto a pedrada e a golpes de garrafa quebrada depois de torturar suspeito de cometer furto numa boate de sua propriedade, localizada na Avenida Ernesto Geisel, no Bairro Cabreúva, em Campo Grande.

O corpo de Ronaldo foi encontrado parcialmente carbonizado ao lado de sua caminhonete Ford Ranger (com placa de Londrina, Paraná), na manhã do último sábado (16), em estrada vicinal que dá acesso a Cachoeira do Ceuzinho. A vítima estava só de cueca com uma camiseta amarrada no pescoço.

Quatro suspeitos pelo crime foram presos ontem por equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações ) e passarão por audiência de custódia na Justiça na manhã desta quarta-feira (16). Os presos são: Igor Figueiro Rando, 21 anos, Kelvin Dinderson dos Santos, 29 anos, Marcelo Augusto da Costa Lima, 21 anos, e Almiro Cassio Nunes Orgeda Queiroz Neto, 25 anos. Com o bando foram apreendidos um VW Gol vermelho, balança de precisão, porções de maconha e cocaína.

Conforme o auto de prisão em flagrante, Kelvin conhecido como Alemão, contou que por volta das 7h de sexta-feira (11) foi até a boate conversar com Ronaldo sobre um furto ocorrido há 4 meses, o qual era suspeito. Lá, conforme relatos do interrogando à polícia, foi recebido por Ronaldo, amarrado, colocado dentro de uma caminhonete e torturado pela vítima e mais três pessoas com cortes de faca, chutes, socos, pauladas e choque elétrico para que confessasse o crime.

Depois de um tempo, segundo Kelvin, a vítima foi atrás de outro suspeito numa área frequentada por usuários de droga conhecida como fazendinha, localizada em frente à boate. Foi quando escapou e foi atrás de Ronaldo, deu uma rasteira nele e usando um cinto o imobilizou.

Na sequência, pediu ajuda dos comparsas para que fossem até a boate pegar a caminhonete da vítima. Depois, o comerciante foi levado dentro do próprio carro até a região do Ceuzinho onde foi morto com pedradas na cabeça e a golpes de garrafa quebrada. Após o crime, o grupo comprou combustível e ateou fogo na caminhonete e no corpo. O caso foi registrado como homicídio qualificado e segue sob investigação da 2ª DP. A polícia apura a participação de cada um no assassinato.

Ronaldo era réu por violência doméstica contra a ex-companheira. Também já havia sido preso por tráfico de drogas e cumprido pena por estelionato.

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