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Capital

Condenado a 44 anos por tráfico é morto na Máxima de Campo Grande

Everton Rodrigues Lopes cumpria pena de mais de 44 anos; a Agepen ainda não divulgou a causa da morte

Por Gabi Cenciarelli | 25/06/2026 06:54
Condenado a 44 anos por tráfico é morto na Máxima de Campo Grande
Policiais penais durante revista em celas do Presídio de Segurança Máxima (Foto/Divulgação)

A Polícia Civil investiga como homicídio qualificado a morte do detento Everton Rodrigues Lopes, conhecido como "Binha" ou "Salvador", encontrado morto na tarde de quarta-feira (24) na Penitenciária de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande. A perícia identificou indícios de que a cena teria sido montada para simular um suicídio.

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A Agepen investiga a morte do detento Everton Rodrigues Lopes, encontrado sem vida na quarta-feira (24) na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande. Condenado a 44 anos de prisão por tráfico de drogas, ele foi um dos principais réus da Operação Fóssil, de 2023. A morte é a segunda registrada no sistema prisional do estado na semana, após Givaldo Ferreira Santos falecer de infarto na Penitenciária de Dourados na terça-feira (23).

Everton cumpria pena superior a 44 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele foi um dos principais condenados da Operação Fóssil, deflagrada pela SIG (Seção de Investigações Gerais) da Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina, que desarticulou uma organização responsável pelo abastecimento do tráfico de drogas na região.

Segundo o boletim de ocorrência, por volta das 13h os policiais penais abriram as celas para o banho de sol dos internos. Cerca de duas horas depois, durante o recolhimento dos presos, Everton foi encontrado pendurado por uma corda presa ao gradil da área de convivência da Galeria A, no Pavilhão 2 da unidade.

No entanto, durante a análise inicial da cena, o perito criminal responsável constatou que as lesões observadas na região do pescoço eram incompatíveis, em um primeiro exame, com a dinâmica normalmente encontrada em casos de suicídio por enforcamento. A avaliação levantou a suspeita de que o corpo tenha sido pendurado após a morte para ocultar um crime.

Diante dos indícios, o caso foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia Civil como homicídio qualificado por traição, emboscada ou outro recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. O corpo foi encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), onde exames complementares devem apontar a causa exata da morte. O estabelecimento penal não possui sistema de videomonitoramento na área onde o corpo foi encontrado.

Everton foi condenado, em março de 2024, a 44 anos, cinco meses e 12 dias de reclusão, além do pagamento de 4.442 dias-multa. Conforme as investigações da Operação Fóssil, ele era apontado como responsável por abastecer traficantes da região de Nova Andradina e mantinha cerca de 20 quilos de maconha enterrados no quintal de um imóvel, droga localizada durante as diligências da Polícia Civil. Ao todo, os condenados na operação receberam penas que somadas ultrapassaram 124 anos de prisão.

Segunda na semana - A morte ocorre um dia após outro óbito registrado no sistema prisional de Mato Grosso do Sul. Na terça-feira (23), Givaldo Ferreira Santos, de 62 anos, condenado a 24 anos de prisão por mandar matar a esposa, a detetive particular Zuleide Lourdes Teles da Rocha, morreu após sofrer um infarto na Penitenciária Estadual de Dourados (PED).

Segundo a Agepen, todos os procedimentos necessários foram adotados pela Polícia Penal e as circunstâncias do caso estão sendo apuradas.

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