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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

29/04/2011 15:47

Defesa de acusado de matar Mayana tenta livrá-lo do júri popular

Nadyenka Castro

Pedido foi feito ao TJ/MS

Veículos foram parar no canteiro central da Afonso Pena e banco de concreto foi destruído. (Foto: Simão Nogueira)Veículos foram parar no canteiro central da Afonso Pena e banco de concreto foi destruído. (Foto: Simão Nogueira)

A defesa de Anderson de Souza Moreno, acusado de matar Mayana de Almeida Duarte, em um acidente de trânsito, em Campo Grande, tenta livra-lo do júri popular, como quer o MPE (Ministério Público Estadual) e foi determinado pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Para impedir que ele seja julgado pelo Conselho de Sentença, o advogado Coaraci Nogueira de Castilho impetrou Recurso em Sentido Estrito no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

O recurso se estende também a Willian Jhony de Souza Ferreira. Segundo a acusação, ele e Anderson disputavam um racha na avenida Afonso Pena que terminou na colisão com o Celta dirigido por Mayana, no cruzamento com a rua José Antônio.

O Celta foi atingido pelo Vectra conduzido por Anderson. Wiilian dirigia um Fiat Uno e não se envolveu diretamente no acidente porque seguia atrás do Vectra.

O advogado diz que a intenção é anular a sentença de pronúncia do magistrado e desqualificar o caso para homicídio culposo (sem intenção de matar).

Coaraci declara que “apesar dos fatos, ele [Anderson] não tinha intenção de matar”, e por isso pede a desqualificação do homicídio doloso (com intenção).

O advogado explica que as instâncias superiores - Superior Tribunal de Justiça, Supremo Tribunal Federal -, têm decidido que todo crime de acidente de trânsito é homicídio culposo.

Caso o TJ/MS acate o pedido da defesa, o processo sai do Tribunal do Júri e os acusados não vão a júri popular. Se for negado, fica mantido o julgamento no plenário do Tribunal do Júri.

Segundo o advogado, se for mantida a sentença de pronúncia a tese no júri continuará sendo a de que Anderson não tinha intenção de matar. “Eu vou provar que o que aconteceu foi uma fatalidade, apesar do passado dele”.

O caso- Testemunhas presenciais afirmaram à Justiça e a Polícia que Anderson e Willian disputavam um racha na via e que o Vectra passou no semáforo vermelho, resultando no acidente com o Celta de Mayana, em junho do ano passado.

O impacto entre os dois veículos foi tão forte que foram parar no canteiro central e um banco de concreto foi destruído.

Um amigo deles chegou a ser preso por ter mentido à Polícia e foi inicialmente processado, mas teve a ação suspensa após novas declarações em juízo.

William aguarda o julgamento em liberdade. Já Anderson está preso e teve a liberdade negada em primeiro e segundo grau.

Ele foi preso a pedido do MPE, após ter sido flagrado dirigindo sem habilitação (pois a mesma está apreendida devido ao acidente) e na contramão.

Antes do acidente com Mayana, ele já havia se envolvido em outro, quando adolescente, que também resultou em morte.



toara deus que o sr juiz tenha clara amente pois se esse cara nao obtiver a justiça que merece esses fatos vao continuar acontecendo! o cara que bebadoe sem carteira atropelou e passou por cima da minha mae matando ela com crueldade,esta livre depois de passar apenas um mes na cadeia esta livre enchendo a cara de novo epode matar a qualquer momento por que o sr juiz achou que ele nao e risco para sociedade! agora e´assim estamos nas maos de bandidos !com consentimento da justiça!
 
valeria gutoski em 30/04/2011 01:13:14
Cadeia nesse a safado sem dó.
 
Nilson André dos Santos em 29/04/2011 09:21:29
Vamos ver o "desfecho" dessa história...
Tomara que o juiz tenha consciência pq se esse cara se safa, vai abrir precedente pra outros criminosos se safarem tb.
No caso do meu irmão Marcelinho( Marcelo Luiz Amaral Pereira) que tb foi morto por imprudência de trânsito o inquérito nem sequer foi encerrado depois de 6 meses do acontecido, enquanto isso o Sr Nelson de Toledo Jr, deve estar dirigindo por ai na cidade com risco de ceifar mais vidas inocentes...
Só eu sei como dói isso...
Mayana e Marcelo nào voltam mais, mas ainda temos chance de nos mobilizarmos para mudar o final dessas histórias.
 
Aline Amaral em 29/04/2011 08:58:08
Os bandidos e criminosos do transito agradecem a forma como estão sendo tratados.
Difícil entender que este garoto com um passado já problemático, fazendo racha, tendo bebido e provocado morte, ache que foi uma fatalidade !!!! Mesmo após todas as ocorrências ainda volta a cometer outras transgresões que poderiam culminar em novas tragédias.
Deixem este garotão solto pelas ruas pois ele ainda é bastante jovem e terá muitas oportunidades de causar novas tragédias, trazendo tristeza e dor a outras famílias, inclusive podendo até ser, de quem hoje acha que foi fatalidade.
 
José Inácio em 29/04/2011 06:22:14
Dizer que quem sai pela rua bêbado e disputando racha não tem a intenção de matar alguém é o mesmo que dizer que quem dá seis tiros no peito e cabeça de uma pessoa só queria fazer cócegas na vítima. Esse advogado é mesmo bem ruinzinho, coitado! Se bem que pegou uma causa em que não há mesmo argumento pra defender o bandido, tem que inovar, inventar desculpas esdrúxulas, rsrs
 
Ana honda em 29/04/2011 04:46:45
Se essa criatura tivesse consciência, ele não teria continuado comentendo infrações no trânsito, mesmo após já ter matado duas pessoas com sua irresponsabilidade. O que eu lamento é que, quando esses animais saem pelas ruas fazendo rachas, nunca são eles a se arrebentarem contra um poste, e acabarem esmagados no asfalto. Uma pena mesmo. Se bem que, em se tratando deles, seria um desperdício sujar o asfalto com seus restos.
 
Amando Ricci em 29/04/2011 04:37:56
Esse criminoso não pode se livrar MAIS UMA VEZ de suas atrocidades, ele JÁ HAVIA MATADO outra pessoa com sua irresponsabilidade no trânsito, e ainda assim continuou a disputar rachas nas avenidas da cidade até matar outra jovem indefesa. Quantos mais terão de morrer pra que ele continue com sua estupidez ao volante??? Esse advogado é bem despreparado, não sabe o que é "dolo eventual", dizer que ele "não tinha a intenção de matar" não o livra da culpa por homicídio DOLOSO, porque ele, com sua conduta estúpida, ASSUMIU O RISCO de matar alguém. E poderia ainda não ter sido apenas uma vítima, ele poderia ter matado mais de uma, e a sua lista de vítimas só vai parar de crescer se o tracafiarem no fundo de uma cela imunda, igual a ele.
 
Ana Oliveira em 29/04/2011 04:34:21
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