ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
MAIO, SEGUNDA  27    CAMPO GRANDE 14º

Capital

Defesa pede adiamento, mas juiz antecipa júri da morte de delegado

Juiz aponta que Paulo Magalhães foi advogado com notória atuação, professor universitário e que caso se arrasta há cinco anos

Aline dos Santos | 24/05/2018 12:02
Delegado aposentado foi morto em 25 de junho de 2013. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)
Delegado aposentado foi morto em 25 de junho de 2013. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

O julgamento pela execução do delegado aposentado Paulo Magalhães Araújo foi antecipado para 8 de junho. A nova data foi determinada pelo titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Aluízio Pereira dos Santos. Vão a julgamento o guarda municipal José Moreira Freires e Antônio Benitez Cristaldo.

O crime foi em 25 de junho de 2013 e o julgamento marcado para 4 de fevereiro de 2015. No entanto, acabou suspenso por recursos e o processo só voltou a andar em 2018. Sendo o júri popular agendado para 21 de junho.

Contudo, a defesa de Freires pediu o adiamento para o fim do mês de agosto, considerando que o magistrado terá férias em julho. O advogado Rene Siufi informou que viaja a Portugal entre os dias 15 e 30 de junho. E destacou que no dia 8 de junho já tinha agendado outro julgamento.

No despacho, o juiz afirma que o júri de 8 de junho foi retirado de pauta, abrindo espaço para o julgamento do caso do delegado aposentado. O magistrado aponta que Paulo Magalhães foi um advogado com notória atuação, era professor universitário e o caso se arrasta há cinco anos.

“Acresce-se que uma das reivindicações da OAB em nível de Brasil é que processos em que advogados figuram como vítimas tenham prioridade na instrução e no julgamento, evitando, portanto, retardo da prestação jurisdicional”, diz o juiz.

Denúncia - De acordo com o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), José, que era garupa de uma motocicleta, efetuou diversos disparos de revólver contra o delegado aposentado, que estava na rua Alagoas, no Jardim dos Estados, em Campo Grande.

Já Antônio foi acusado de fazer escolta em um carro para garantir o sucesso da execução.
Ainda conforme a denúncia, o condutor da motocicleta era Rafael Leonardo dos Santos.

O corpo dele foi encontrado no lixão, na saída para Sidrolândia. A vítima foi decapitada e a identidade foi esclarecida por meio de exame de DNA. Não houve identificação do mandante do crime de pistolagem.

Nos siga no Google Notícias