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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

31/01/2014 16:58

Delegada pode concluir inquérito sem ouvir vítima de agressão no réveillon

Bruno Chaves
Inquérito poderá apontar agressão ou acidente sem depoimento da vítima (Foto: Reprodução/Facebook)Inquérito poderá apontar agressão ou acidente sem depoimento da vítima (Foto: Reprodução/Facebook)

Vítima de politraumatismo, Giovanna Nantes Tresse de Oliveira, 19 anos, pode não dar depoimento à polícia sobre o que ocorreu na noite de réveillon em um apartamento na Rua São Paulo, Vila Célia, em Campo Grande. O inquérito que investiga as causas das quatro fraturas que Giovanna teve rosto depois de brigar com o então namorado Matheus Georges Zadra Tannous, 19, pode apontar agressão ou acidente sem o depoimento da vítima.

O laudo pericial realizado na jovem ficou pronto no último dia 29. A delegada Rosely Molina, titular da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), evita antecipar o resultado do exame e diz que pode encerrar o caso na próxima semana, mesmo sem conversar Giovanna. No entanto, Molina confirma que pode pedir prorrogação das investigações se aparecerem novas diligências.

Giovanna se mudou para Londrina (PR) a cerca de 15 dias e não deixou endereço na Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Por isso, a possibilidade de a jovem prestar depoimento por carta precatória foi descartada. O pai dela, Luiz Carlos de Oliveira, 45, garante que a vítima voltará à Capital nos próximos dias.

“Falei com a mãe dela hoje e ela me disse que vai voltar. Às vezes, na delegacia, o pessoal acha que ela não quer conversar, mas não é isso. Ela não se lembra do que aconteceu no dia do réveillon”, diz.

Crime - Giovanna foi internada na madrugada do dia 1º de janeiro, logo após a comemoração do Ano Novo, com quatro fraturas no rosto, duas no maxilar e duas abaixo do olho direito, sendo que precisou passar por cirurgia. A menina estava acompanhada apenas do namorado em um apartamento da mãe do Matheus, localizado na rua São Paulo, Vila Célia, quando ocorreu uma discussão.



Mesmo sem o depoimento da Giovanna, a delegada pode encerrar o inquérito e punir o culpado, se tem em mãos o resultado da perícia que aponta o estrago feito no rosto dela.
Se no local do incidente só estavam a Giovanna e o Matheus, não tem como o sujeito alegar que não é o culpado, mesmo que estavam sob efeito de álcool.
É lógico que o advogado do Matheus vai recorrer da decisão da delegada, e esta história ainda estará longe da solução.
Ainda acho que o advogado do Matheus deveria procurar a família da Giovanna e fazer um bom acordo, depois requere na justiça a aplicação de pena alternativa.
Ficar fugindo das responsabilidades não vai ajudar em nada, o negócio é enfrentar as consequências.
Existe um ditado muito certo que diz: "Mais vale um mal acordo, que uma boa briga".
 
VALDIR VILLA NOVA em 01/02/2014 10:18:45
Olha, pelo que sei para enquadrar na Maria da Penha, não precisa de acusação direta, nem da própria vitima, uma simples denuncia já é fato para ocorrer o inquerito. Acho que esse moleque ta enrolado, espero que esteja e muito...
 
Ademir Nascimento em 31/01/2014 20:37:50
Ela tem que voltar e prestar depoimento, e dizer somente o que lembra. Infelizmente, espero estar errada, tenho a sensação que, tão logo, essa menina estará com o agressor novamente... Tem gente que gosta, neh?!
 
Katia Guilherme em 31/01/2014 18:35:17
Estava bêbada e não se lembra de nada, e diz que tem lapso de memória. Ela está com vergonha do vexame ou com medo da censura. O que aconteceu com ela, aconteceu com meu irmão que chegou do hospital após cirurgia, teimoso, quis ir no banheiro sem ajuda, teve tontura, caiu, bateu o rosto na pia, e foi aquele estrago. A perícia pode revelar se realmente foi um acidente ou infelizmente, uma agressão.
 
marcia maria em 31/01/2014 18:03:22
Geovana tem que volta e fala o que se lembra, pelo menos e um motivo a menos para esse monstro i para o devido lugar CADEIA...Entao que a familia dela traga para dar depoimento..Brasil nao tem lei mesmo entao temos que fazer a nossa parte ainda assim a chance dele fica solto e grande.A Lei Maria da Pena nao serve para nada.....Mulheres morrendo e nada se faz...
 
Susan K Mendes em 31/01/2014 17:53:37
Rapaz me perdoe se eu estiver falando besteira, mas a parte mas interessada em justiça e a família e eles mesmo estão dificutando a justiça resolver. posso estar enganado mas isso ta muito estranho.
 
Alessandro fontes em 31/01/2014 17:52:25
Imagine o que ess notícia está cheirando? Onde não existe justiça impera a violência.
 
Carlos Roberto em 31/01/2014 17:30:16
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