A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

19/01/2013 12:14

Depois de Scooby, CCZ tem dificuldade para recolher cães com leishmaniose

Nícholas Vasconcelos e Luciana Brazil
Segundo prefeito, moradores têm se recusado a entregar cães por conta de Scooby. (Foto: Rodrigo Pazinato)Segundo prefeito, moradores têm se recusado a entregar cães por conta de Scooby. (Foto: Rodrigo Pazinato)

A Prefeitura de Campo Grande enfrenta dificuldade para recolher os cães diagnosticados com leishmaniose depois que o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) autorizou o tratamento dos animais. A decisão da Justiça contraria a portaria do Ministério da Saúde que proíbe o tratamento e determina o sacrifício dos cachorros.

Segundo o prefeito Alcides Bernal (PP), os donos dos animais diagnosticados com a doença têm se recusado a entregar os animais para os agentes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Eles questionam o porquê seus animais devem receber tratamento diferente de Scooby, que não foi morto.

“Politicamente seria muito agradável defender o tratamento dos cães, mas eu como prefeito não posso colocar em risco a vida das pessoas.”, explico Bernal.

Sobre o Scooby, o prefeito afirmou que a decisão da Justiça tem de ser respeitada, no entanto lembrou o risco do procedimento. “É uma situação pontual, se a Justiça determinou tem que ser cumprido, mas as pessoas precisam entender que eu tenho que colocar em questão o risco de perder a vida de alguém”, ponderou hoje durante visita aos postos de saúde.

Nesta sexta-feira (18), o Ministério da Saúde reafirmou que é contra o tratamento de cães com leishmaniose, em resposta à consulta do Campo Grande News sobre a decisão da Justiça Federal que derrubou portaria sobre o assunto. O órgão informou que ainda não foi notificado da decisão e que continuam valendo as regras impedindo o uso de medicamentos para humanos no treinamento da doença em cães.

Ainda conforme a nota, até o momento, não há produtos registrados eficazes para este tipo de tratamento. O ministério destacou, ainda que o posicionamento está de acordo com recomendações da Organização Mundial de Saúde sobre o assunto.

Esta posição é compartilhada pelo CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária) que também confirma que pode punir os médicos veterinários que determinem tratamento para os animais infectados. O Conselho orienta que estes profissionais devem ser denunciados ao CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária) do respectivo estado.

De acordo com o conselho, o tratamento da leishmaniose visceral em animais oferece risco á saúde da população, já que o tratamento não promove cura parasitológica da doença, e o animal segue sendo hospedeiro e fonte de contaminação através do mosquito transmissor.

Ainda conforme o CFMV, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que somente a adoção de medidas integradas, como o uso de inseticidas e a eutanásia dos cães contaminados podem garantir a segurança da população, até que a cura seja cientificamente comprovada.

A ação que derrubou a portaria foi movida pela ONG (Organização Não Governamental) Abrigo dos Bichos e é válida para todo o País.

Para o Tribunal, proibindo a utilização de medicamento humano para tratamento, automaticamente é incentivado o extermínio dos animais. Na Capital, a polêmica ressurgiu depois do caso do cão Scooby, que sofreu maus tratos, teve a doença diagnosticada, foi tratado, depois voltou ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), de onde foi retirado, pela Abrigo dos Bichos, graças a uma decisão da Justiça. Havia o temor de que ele fosse submetido a eutanásia.



Antes de falar as pessoas devem se instruir, a leishmaniose tem tratamento sim, o que precisa mudar é a falta de educação dos moradores da Capital, que ainda jogam lixo em frente de casa, na rua, em terrenos baldios, deixam quintais sujos acumulando água e virando criadouro de mosquitos, existem varios postos de coleta de lixo, mas o povo não tem nem coragem de reciclar, por isso a cidade está desse jeito!. Na escala de contaminação o cão é o quarto, o primeiro é a galinha e nem por isso vão exterminar todas as galinhas, negócio é o seguinte, se a pessoa tem condições de tratar seu cão que trate, agora se não tem condições de cuidar quando surgir uma doença nem pegue. São todos criaturas divinas, Deus deu a vida ele tira. Hipocrisia não! tratamento sim.
 
Cristina Andrade em 22/01/2013 14:43:54
A quem prefira acreditar que a leishmaniose não tem cura: Se não há cura para o animal, também não há cura para as pessoas. Qualquer pessoa que tenha pego leishmaniose e se tratado, torna-se uma fonte de infecção ETERNA para mim, minha família e meus animais.
A quem acha que pra resolver o problema da leishmaniose deve-se eliminar os cães, só não se esqueça de colocar nessa leva TODAS as PESSOAS INFECTADAS que vão infectar a minha família e a sua também.
No entanto, após tanta informação, sei que NÃO ADIANTA matar nem cães, nem roedores, nem raposas, nem frangos e nem mesmo as pessoas. Simplesmente porque ELES NÃO NOS TRANSMITEM A LEISHMANIOSE. QUEM TRANSMITE É O MOSQUITO. PORTANTO, o foco é educar a população para que não criem mosquitos em casa, nem da leishmaniose e nem da dengue.
 
Alessandra Barros em 22/01/2013 14:19:42
Quanta ignorancia! Já foi comprovado que com o tratamento o cão não é mais transmissor. Minha cachorra fez exame 2x pelo CCZ e com 5 meses teve sorologia negativa. Os veterinários orientam sobre o uso da coleira ou da cipermetrina como repelente; com repelente o cão não é picado por mosquitos e consequentemente o mosquito não tem como transmitir. E as pessoas que tem leish e estão vivas? Também são portadores e infectam da mesma forma. Se eliminassem todos os cães ainda haveria leishmaniose, pois muita gente tem e nem sabe. Basta os cães utilizarem repelente ou a coleira scalibor que não haverá transmissão. O ministério da saúde deveria liberar vacinação em massa dos cães e distribuir coleiras...sem isso, a epidemia nunca vai acabar.
 
Lis Silva em 21/01/2013 10:51:11
Ja foi mais do que comprovado que está doença tem cura sim, o que custa tentar aperfeiçoar o tratamento ou melhor, investir nele do que preferir a eutanasia. Tenho um animal positivo a 4,5 anos, ele convive com mais 3 cachorros meus. Nenhum dos outros é positivo, meu bichinho nao apresenta sintoma clinico e até hoje não foi constatado nenhum caso de humano com a doença na minha região. Se o tratamento foi seguido de acordo, não havera risco. Se formos pensar pelo lado racional teremos que "eutanasiar" todos os Aideticos, pois aids tbm é uma doença sem cura que é transmissivel de pessoa por pessoa caso nao haja a prevenção
 
maria Eduarda em 21/01/2013 00:07:38
EM BRASÍLIA TEM VERBA DE SOBRA, BASTA BLOQUEAR AS CONTAS CORRENTES DOS CORRUPTOS QUE RAPIDINHO VAI SOBRAR DINHEIRO PARA INVESTIR NA SAÚDE DA POPULAÇÃO E DOS ANIMAIS, E AINDA VAI SOBRAR VERBA PARA INVESTIR EM SEGURANÇA PÚBLICA, EDUCAÇÃO ETC, AH, IA ESQUECENDO QUE ATÉ SOBRARÁ VERBA PARA DAR AUMENTO AOS SERVIDORES PÚBLICOS. O BRASIL TEM DINHEIRO, BASTA LOCALIZÁ-LOS.
 
MARIVALDO ABDIAS em 20/01/2013 22:40:12
Que os responsáveis por esses cães que se iludem com esses tratamentos equivocados, sejam processados por homicio nem que seja um simples culposo para que com isso parem de brincar com a vida dos vizinhos...
 
Luiz Mauricio Lobo em 20/01/2013 21:55:20
As pessoas começam a ver que é possível fazer um tratamento, que foram enganadas por um tempo por pessoas que acham que é mais fácil matar, o povo começa a ver que é possível se fazer o tratamento nos animais, e não simplismente mata-los. Mais uma vez parabéns a aqueles que lutam pela vida.
 
Nery Ribeiro em 20/01/2013 16:54:02
EU MANDEI SACRIFICAR MEUS 2 ANIMAIS EM CLINICAS PARTICULARES POR DESCOBRIR QUE ESTAVAM CONTAMINADOS, SENDO ASSIM, PESQUISEI TODA FORMA DE TRATAMENTO E FUI ADVERTIDO QUE MESMO SENDO CARO ERA 100% PALIATIVO POIS O ANIMAL FICARIA COMO UM TRANSMISSOR DO VÍRUS MESMO DEPOIS DE AMENIZAR TODOS OS SINTOMAS... APOIO A ATITUDE DO PREFEITO EM PRESERVAR A SAÚDE DAS PESSOAS... EU ACREDITO QUE ESTA MOVIMENTAÇÃO PODE TER MOTIVAÇÕES DIFERENTES QUE APENAS SALVAR UM CÃO... HOJE MUITO POUCA GENTE TRATA ESTA DOENÇA PELO SEU PREÇO... O INTERESSE DE QUEM FAZ ESTE TRATAMENTO DEVE SER QUE O PODER PUBLICO BANCASSE MESMO AI SERIA MUITO MAIS NEGOCIO... ACHO QUE A SAÚDE PRECISA MUITO MAIS DE INVESTIMENTOS QUE OS ANIMAIS... ENTRE ELES E MEUS FILHOS EU ESCOLHI MEUS FILHOS... ENQUANTO NÃO HA CURA EU APOIO O SACRIFÍCIO...
 
JULIO FIRMIOLI em 20/01/2013 14:33:46
Jamais agentes do CCZ entrará aqui em casa e encostarão o dedo para fazer coleta de sangue do meu cão!!! Ainda mais agora com esta decisão do TRF! Certa vez tive que contratar serviços de um pet para fazer uma contraprova e, posteriormente, mandarem a coleta de sangue para uma clínica de BH, pois os testes contra leishimaniose daqui do CCZ sempre era favorável à positividade da doença. Muitas pessoas que conheço também disseram que é tudo falho estes testes do CCZ!! Será que esse povo de lá tem treinamento suficiente para fazer análises clínicas?
 
Renato Merli em 20/01/2013 14:24:30
Que conversa fiada! Quem não entrega agora, não entregaria antes, independente do Scooby, tem muita gente que pega animal pra deixar jogado na rua, mal alimentado, mal cuidado, isso quando não maltrata, arrasta, entre outros... quem cuida bem do seu animal e não o entregaria para o sacrifício, dificilmente mudou isso devido ao Scooby, aliás até acredito que pessoas que realmente tratam seus animais com atenção tenham algum infectado, pessoas essas que cuidam do bicho e de onde ele vive. Ademais, chega desse assunto! Que saco! Agora tudo que acontece nessa cidade é culpa do Scooby, na boaa?! Tem coisas muito mais importantes pra cuidar, deixem o Scooby quieto ele já está sendo cuidado.
 
Katia Beatriz Guilherme em 20/01/2013 13:12:16
Se a pessoa tem condicoes de tratar seus animais, que seja feito.
 
Luciana nogueira em 20/01/2013 12:26:42
Sou favorável ao tratamento dos animais com Leshimaniose, assim como o EXTERMINIO do mosquito e punição severa, as pessoas que possuem imóvel sujo ou jogam seus lixos em locais públicos
No meu ponto de vista, a Prefeitura tem que preocupar-se com a limpeza da cidade,bom atendimento nos centros de saúde a toda população, fiscalizar com rigor imóveis e terrenos, fazer esborrifação efetiva de inseticida por toda cidade como prevenção, o que evitaria o caos que estamos vivenciando no momento.
Acredito que todo poder público, principalmente municipal, deveriam pesquisar,interar mais sobre a Leshimania e fazer campanha de prevenção. Essa conversar de sacrificar animais é um método primitivo, um retrocesso na medicina veterinária(no Brasil), não existe nenhuma comprovação científica que
 
Neyde de Oliveira em 20/01/2013 12:24:05
NÃO ADIANTA PROIBIR QUE O POVO TRATA ESCONDIDO. DEIXEM DE SER HIPÓCRITAS.
 
MARIVALDO ABDIAS em 19/01/2013 21:47:46
Se antes, o CCZ já não encostava nos meus cães, agora, muitíssimo menos.
 
Gabriela Stabullo em 19/01/2013 20:56:43
Campo Grande é uma Cidade que um bando de desocupados ficam preocupados com um Cachorro que além de estar doente ainda pode causar uma contaminação para a população com esta atitude da Prefeitura, essa mesma prefeitura que aumentou o salario dos vereadores em mais de 60% e NINGUÉM está nem aí com isso. Desse jeito que o Brasil não vai pra frente com um monte de passeata sem motivo que presta e um povo que não está nem aí para a politica do Brasil. Leishmaniose não tem cura! Bando de Ignorantes.
 
Everton Luis em 19/01/2013 20:48:28
Parabens Bernal, por defender a vida e a saúde dos moradores de Campo Grande.
 
wilson souza em 19/01/2013 18:45:34
Politicamente correto Sr. Prefeito Bernal, seria o senhor tomar providências severas com multas para as pessoas que insistem em sujar a cidade, já que os animais são vítimas dessa falta de asseio por parte da população que conhecimento tem, mas que não praticam por ignorância e causando riscos à saúde dos animais. As pessoas são as culpadas por essa doença estar espalhada pela cidade. Mas, até agora o que observo, é que preferem matar os animais e não fazerem nada contra quem são os maiores culpados pela epidemia da doença...lamentável..e se não tomarem uma atitude isso não vai acabar nunca. POVO LIMPO É POVO DESENVOLVIDO, e aí Bernal, vais fazer o que????
Nada..porque é mais fazer matar os animais do que tomar atitudes contra as pessoas?
Fica a dica.
 
Iliana Conte em 19/01/2013 18:24:30
Eu discordo há tratamento e posso provar que o medicamento SODIUM STIBOGLUCONATE INJECTION B.B 30ML OU SEJA(GLUCANTINE) esse produto é encontrado nas farmácias em PEDRO JUAN CABALHERO e custa barato , faz seis anos que o cachorro fez o tratamento e está vivo e com boa saúde, então, porque o prefeito naõ libea verbas para combater o mosquito em vez de sair matando os coitadinhos ou fazer o tratamento .
 
elida ossuna almeida em 19/01/2013 18:04:06
porque não falam em tentar acabar com o mosquito ao invés de exterminar os cães?
 
gustavo machado ferreira em 19/01/2013 16:20:38
Por causa de um cachorro e uma decisão errada. Toda a população corre risco. Eu tenho cachorro e ser for diagnosticado será entregue pois sou responsavel pela vida das minhas filhas.
 
José Fábio em 19/01/2013 14:45:05
Eu, pergunto: Por que tamanho empenho para eliminar os cães infectado com leishmaniose? Se não são tomadas outras providencias, assim como: eliminar o mosquito transmissor, o material orgânico em decomposição, que é onde se reproduz o mosquito e se prolifera. Os gatos que também são portadores e estão geralmente em convívio com as pessoas internamente. Cade o controle da internação de cães procedentes de outros municípios e da área rural. E as pessoas que adquiriram a leishmaniose, todas morreram ou estão curadas? Pois o que se da a entender é que a leishmaniose não tem cura conhecida.
 
luís eloy alves da costa em 19/01/2013 14:24:40
Primeiro: aconteceu de sabermos que funcionários da CCZ pegava os cachorros que não estavam nada doentes e os vendiam. Segundo: ficamos sabendo tbém que em uma vila, pelo menos 10% dos animais teriam que ser eliminados, para diminuir a população canina. Terceiro: eu mesma, já entreguei duas cadelinhas lindas e gordinhas com nenhum sintoma; só porque o resultado deu positivo para a doença. Agora, ninguém mais vai querer entregar mesmo...
 
Angélica Dourado em 19/01/2013 13:44:27
Parabéns ao posicionamento do prefeito quanto a essa doença ainda infelizmente sem cura.
 
José Henrique Tercio em 19/01/2013 13:33:04
Não consigo acreditar que a inteligencia mediana de qualquer pessoa como do prefeito e do presidente do conselho regional de medicina veterinaria do MS pensem em sacrificios de animais.

Vejam os exemplos de outros países que ao invés de sacrificar os animais oferecem condições de tratamentos.

Acordem!

Esse prefeito e esse presidente de crmv estão precisando se reciclar mais para representar o povo e a entidade.
 
João Luiz em 19/01/2013 13:07:05
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions