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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

13/05/2018 11:50

Dia das Mães na Máxima tem reforço do Batalhão de Choque

Neste domingo, as visitas nas três unidades do Complexo Penitenciário do Jardim Noroeste aconteceram normalmente

Geisy Garnes e Mirian Machado
Choque reforçou a segurança na Máxima neste domingo (Foto: Fernando Antunes)Choque reforçou a segurança na Máxima neste domingo (Foto: Fernando Antunes)

As visitas do Dia das Mães no Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho”, a Máxima de Campo Grande, contou com o reforço policial neste domingo (13). Equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar montaram guarda na unidade nesta manhã para garantir a segurança no local.

Neste domingo, as visitas nas três unidades do Complexo Penitenciário do Jardim Noroeste - Máxima, Instituto Penal de Campo Grande e o Centro de Triagem - aconteceu normalmente, mas desde 2006 o aumento da segurança no segundo maior presídio do Estado se tornou comum na Capital do Estado.

Foi justamente as comemorações do Dias das Mães de 2006 a data escolhida como palco da maior rebelião já registrada em Mato Grosso do Sul. No dia 14 de maio daquele ano, Fernando Aparecido do Nascimento Eloy, teve todos os dentes arrancados ainda em vida, foi esquartejado, carbonizado e decapitado.

A rebelião começou em São Paulo, chegou a MS e se espalhou por quatro cidades do Estado, Corumbá, Dourados, Três Lagoas e Campo Grande. Mas foi na Máxima que uma das cenas mais emblemática daquele dia. Um grupo de presos do PCC em cima do telhado da unidade, e nas mãos uma cabeça amarrado por uma camiseta.

 

Nesta manhã, a movimentação era grande me frente ao IPCG (Foto: Fernando Antunes)Nesta manhã, a movimentação era grande me frente ao IPCG (Foto: Fernando Antunes)
Mães, esposas e filhos, aguardando para estar na Máxima (Foto: Fernando Antunes)Mães, esposas e filhos, aguardando para estar na Máxima (Foto: Fernando Antunes)

Desde de então, a data é tratada de forma delicada pelo poder público e a policiamento reforçado. Após 12 anos da rebelião, o cenário em frente a Máxima e as outras duas unidades é bem diferente daquele 14 de maio. Mães, esposas e filhos, esperam para entrar na unidade. Nas mãos, o almoço de comemoração a data.

Pelo terceiro ano, Marlene Prado vai ao IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) passar o Dias das Mães com o filho. No cardápio, arroz, macarrão e carne assada, tudo preparado nesta manhã. “O dia de hoje mexe mais comigo, choro mais também. Apesar de estar com ele, não era isso que eu queria para meu filho”, lamenta.

Como todas as semanas, a doméstica Luciana Untado voltou a Penal neste domingo para visitar o filho. Segundo ela, é o segundo ano que a data é comemorada dentro da unidade.

A história se repete também no Centro de Triagem, sem dar o nome, a mãe de um dos internos contou que o filho está preso a três anos e desta vez, ela trouxe o neto para entregar bolo e frutas ao pai.

Segundo a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), as visitas neste domingo acontecem normalmente e a entrada de crianças está proibida apenas no Instituto Penal.

Marlene trouxe o almoço para comemorar a data com o filho (Foto: Fernando Antunes)Marlene trouxe o almoço para comemorar a data com o filho (Foto: Fernando Antunes)
Luciana visita o filho todos os domingos (Foto: Fernando Antunes)Luciana visita o filho todos os domingos (Foto: Fernando Antunes)


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