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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

18/10/2017 14:24

Dono de funerária preso alega que pagou por erro de empregado

Polícia apura se os atestados foram usados para acobertar assassinatos

Guilherme Henri
Anderson Ferreira de Souza, 35 anos, foi apresentado nesta manhã e ficou de rosto coberto (Foto: Marina Pacheco)Anderson Ferreira de Souza, 35 anos, foi apresentado nesta manhã e ficou de rosto coberto (Foto: Marina Pacheco)

Anderson Ferreira de Souza, 35 anos, dono da funerária Anjos da Paz, alega que foi seu funcionário quem procurou o falso médico Marco Aurélio Dorsa, 52 anos, para assinar um atestado de óbito.

Anderson e o dentista Marco Aurélio são investigados por envolvimento em um esquema de falsificação de atestados de óbitos em Campo Grande. Além do crime, a polícia também investiga se as falsificações foram usadas para acobertar assassinatos.

Ao Campo Grande News, Anderson afirma que não conhece o dentista e ainda diz que a “bronca” caiu para ele por ser responsável pela funerária.

“O que aconteceu foi que meu funcionário não encontrou o médico que sempre presta serviço para nós e foi até esse, mas sem saber que na verdade era um dentista que emitia atestados falsos”, explica.

Delegado Hoffman D’Avila Candido de Souza (Foto: Marina Pacheco)Delegado Hoffman D’Avila Candido de Souza (Foto: Marina Pacheco)

O suspeito ainda diz que está a disposição da justiça e que uma das provas de sua inocência é de que já está em casa.

“Não tenho nada a esconder. Ninguém foi me buscar em casa, eu mesmo me apresentei na delegacia. Tudo ainda é investigado e tenho certeza que esse mal entendido será esclarecido”, acredita Anderson, que aproveitou para revelar que dispensou o funcionário. 

Esquema – A dupla foi presa na noite desta terça-feira (17) e levados à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga.

O esquema foi descoberto depois que uma funcionária do SVO (Serviço de Verificação de Óbito), órgão que emite os atestados oficiais, encontrou ilegalidade no preenchimento de uma declaração de óbito de uma pessoa que morreu de causas naturais.

Dá esquerda para a direita, o dentista Marco Aurélio e Anderson em delegacia (Foto: Marina Pacheco)Dá esquerda para a direita, o dentista Marco Aurélio e Anderson em delegacia (Foto: Marina Pacheco)

Ao delegado Hoffman D’Avila Candido de Souza, a família da pessoa que teve o atestado declarado pelo falso médico admitiu ter pagado R$ 300 para a funerária e um funcionário da Anjos da Paz também declarou que a pedido do patrão repassava dinheiro ao dentista.

A polícia, contudo, trabalha com a hipótese dos atestados custarem até R$ 500.

Procedimento - Quando uma pessoa morre naturalmente – doença e causas que não por acidente ou homicídio – o médico responsável por atestar o óbito é o que assiste ao paciente.

A família também pode contratar um profissional para emitira um atestado particular, embora a Coordenadoria-Geral de Perícias preste o serviço gratuitamente, por meio do SVO.

No esquema descoberto pela polícia, o dentista sequer examinava as pessoas que haviam morrido, por isso, a polícia investiga a possibilidade dos atestados terem acobertado homicídios.



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