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13/04/2015 11:51

Dono de lava-jato matou travesti a tiros com ajuda de funcionário adolescente

Renan Nucci
Adriana foi morta a tiros enquanto saía da casa de amigos no Morada Verde. (Foto: Marcelo Calazans)Adriana foi morta a tiros enquanto saía da casa de amigos no Morada Verde. (Foto: Marcelo Calazans)

Um adolescente suspeito de participação no assassinato da travesti Adriana “Penosa”, 24 anos, ocorrido no início da tarde de 22 de março, no Bairro Morada Verde, em Campo Grande, se apresentou junto com a mãe e o advogado na semana passada para prestar esclarecimentos. Ele responde em liberdade.

Segundo o delegado Alexandre Amaral Evangelista, da 2ª Delegacia de Polícia, responsável pelas investigações, o infrator tentou assumir a culpa pelo crime supostamente cometido pelo patrão, o empresário Alysson Patrick Vieira da Rocha, 21, mas teve a versão contestada pelo relato de testemunhas.

“Ele tentou assumir a culpa, até porque para ele a pena seria mais branda, mas por meio das informações colhidas confirmamos que ele acompanhou o autor, mas não atirou”, explicou o delegado, lembrando que aguarda a apresentação ou a prisão do suspeito. “Se ele não aparecer vamos mandar os policiais prendê-lo”.

Durante depoimento o adolescente disse que estava no lava-jato onde trabalha, quando Alysson chegou aparentando muito nervosismo, pegou uma arma de fogo que estava no local e o chamou para sair. “Do lava-jato eles foram de moto até o encontro da travesti. A arma usada na ação foi apreendida”.

Caso – O crime aconteceu na tarde do dia 22 de março, domingo, após uma briga entre o suspeito e a esposa, na qual o homem apanhava. Adriana teria presenciado a confusão enquanto passava em frente da residência do casal, no Morada Verde, e tentado interferir. De acordo com Evangelista, ela incentivou a mulher a denunciar o marido e ainda se envolveu em uma discussão com ele. “A vítima disse que o homem era frouxo”.

Alysson saiu de carro e foi para o lava-jato o qual é proprietário, nas proximidades, onde se encontrou com o menor, pegou a arma, uma moto e foi ao encontro de Adriana. A travesti foi abordada no momento em que saía da casa de amigos na Rua Tesourinha, sendo alvejada por três disparos efetuados pelo empresário. Ela tentou se proteger correndo para a varanda, mas morreu no local.

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