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Capital

Dono rebate testemunhas e diz que adolescentes não entraram em boate

Empresário diz que festa era privada, mas não recebeu nenhum aviso de briga no local

Por Luana Rodrigues e Adriano Fernandes | 16/01/2017 17:01
 Isabela da Silva, 15 anos, morreu em acidente de trânsito na madrugada deste domingo (Foto: reprodução/Facebook)
Isabela da Silva, 15 anos, morreu em acidente de trânsito na madrugada deste domingo (Foto: reprodução/Facebook)
Boate onde teria ocorrido briga, que resultou em perseguição e acidente de carro. (Foto: Adriano Fernandes)
Boate onde teria ocorrido briga, que resultou em perseguição e acidente de carro. (Foto: Adriano Fernandes)

Responsável pela Macalé Casa de Shows afirma que a adolescente Isabela da Silva, 15 anos - que morreu em acidente de trânsito no cruzamento da Rua Petrópolis com a Avenida Lúdio Martins Coelho, na entrada do Conjunto União, na madrugada deste domingo (15) - e a irmã dela, de 17 anos, não entraram na casa noturna, que fica na Avenida Ernesto Geisel, no bairro Amambaí, em Campo Grande.

Conforme o empresário, que pediu para não ser identificado nesta reportagem, não há nenhum registro da entrada da menina e as amigas na boate, nem que tenha havido briga na casa, conforme relataram testemunhas à polícia.

“Quando ocorre algum imprevisto, independente do contratante, a segurança nos aciona. Neste dia não houve nenhuma ocorrência. Eu não sei por que a família acusa a nossa casa, sendo que o acidente e a morte ocorreram a quilômetros de lá”, diz.

Ainda conforme o empresário, a festa não era da casa. O espaço havia sido alugado para a realização de um evento chamado STR – Social do Toco.

“O evento em si era de responsabilidade dos contratantes, qualquer coisa que tenha acontecido é de responsabilidade deles, mesmo assim nós não fomos comunicados de nada, portanto, acredito que não tenha ocorrido nada mesmo. O que pode ter acontecido é dela terem ficado na frente da casa, como muita gente faz”, explica.

O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) proíbe à entrada de menores de 18 anos em casas noturna. Os responsáveis pela boate podem ser responsabilizados criminalmente, caso tenham permitido a entrada da garota, que era menor de idade.

A família de Isabela diz que entrará na Justiça contra a boate, por supostamente ter autorizado a entrada da adolescente no estabelecimento. “Está todo mundo devastado, porque ninguém esperava que ela estivesse em um ambiente desse”, lamentou o funcionário público de 36 anos, tio da garota.

Acidente e morte - O acidente em que Isabela morreu ocorreu no cruzamento da Rua Petrópolis com a Avenida Lúdio Martins Coelho, na entrada do Conjunto União, em Campo Grande.

A adolescente era uma das sete ocupantes de um GM Monza, conduzido por um rapaz de 24 anos. Ela morreu depois que o automóvel caiu dentro do córrego Lagoa. Já a amiga dela, Luanna Maciel Lemes do Nascimento, 20 anos, e a irmã de 17 anos, foram socorridas à Santa Casa e já receberam alta.

Testemunhas relataram que o motorista perdeu o controle da direção em uma curva porque fugia de uma perseguição feita por homens em motocicleta, sendo um deles ex-namorado da adolescente.

Ainda segundo depoimentos, o grupo voltava da boate, onde se envolveu em confusão com os rapazes. Depois do acidente, os homens pediram ajuda na avenida e depois fugiram, abandonando as meninas no local.

O corpo de Isabela foi encontrado à margem do córrego, há alguns metros depois do veículo. Tudo indica que a garota foi lançada para fora do Monza.

O caso será investigado pela 6ª delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.

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