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Capital

Ele tem interesse em esclarecer tudo, diz defesa de PM atirador

Por Rafael Ribeiro | 01/07/2017 16:01
Bicicletaria onde jovem de 18 anos estava e foi baleado por acidente nesta tarde, no Nova Lima (Foto: Rafael Ribeiro)
Bicicletaria onde jovem de 18 anos estava e foi baleado por acidente nesta tarde, no Nova Lima (Foto: Rafael Ribeiro)

A defesa do sargento da Polícia Militar César Diniz da Silva, 43 anos, acusado de matar um colega de corporação e ferir um jovem de 18 anos a tiros nesta manhã, em uma oficina mecânica no bairro Nova Lima (zona norte de Campo Grande), destacou ao Campo Grande News que é “de amplo interesse” dele esclarecer os fatos.

Até para evitar problemas maiores com a Justiça, Diniz confirmou por meio de seu advogado, Sebastião Francisco dos Santos Júnior, que se apresentará até às 10h da próxima segunda-feira (1), na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da região central, onde o caso foi registrado.

“Ele me ligou logo após o ocorrido, questionando se deveria se entregar. Vamos analisar a situação com calma e esclarecer todos os fatos nesta segunda”, assegurou Júnior, por telefone.

“Não há o menor interesse dele em fugir da culpa, não prestar as explicações do caso. A arma dele está registrada, como representante da lei, policial, tem o direito de andar armado, absolutamente legal”, completou o defensor.


Ainda de acordo com o advogado, Diniz está atualmente afastado dos trabalhos no 9º Batalhão da PM, que atende justamente a região e onde o sargento também mora (cerca de dois quilômetros do local do crime), por conta de problemas no tendão do tornozelo do pé direito. “Tem cirurgia marcada para o final do mês”, disse.


Pesquisa no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul mostra que o sargento já foi acusado de cometer crime de insubordinação na carreira e também responde por uma violência doméstica, pela qual teria reunião conciliatória também neste mês. Nunca, no entanto, acabou preso ou com alguma queixa de seus superiores.


“Não há o interesse de deixar de prestar esclarecimentos sobre qualquer fato ocorrido”, disse Diniz. “Mas só poderemos falar explicitamente após ele prestar depoimento na segunda.”

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