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Campo Grande, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

08/05/2019 16:25

Em crise, Santa Casa também não recolhe FGTS de funcionários

Situação foi confirmada pelo próprio hospital, que aponta quadro econômico como motivo

Mayara Bueno
Entrada da Santa Casa, pela Rua Rui Barbosa, em Campo Grande. (Foto: Paulo Francis).Entrada da Santa Casa, pela Rua Rui Barbosa, em Campo Grande. (Foto: Paulo Francis).

A Santa Casa de Campo Grande não recolhe FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de parte de seus funcionários desde novembro passado. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação nesta quarta-feira (dia 8) e a alegação é de situação financeira delicada.

Contudo, a instituição de saúde garante que os trabalhadores que foram demitidos do fim de 2018 até agora - ou os que eventualmente forem desligados - receberam os valores recolhidos ao longo do tempo de serviço. 

O saldo do FGTS é a soma de um percentual do salário recolhido pela empresa ao longo do período de trabalho e administrado pela Caixa Econômica Federal. Só é liberado quando o trabalhador é demitido sem justa causa - em caso de permanência no emprego, o dinheiro pode ser usado apenas para restritas finalidades, como financiamento de imóvel.

O hospital não repassou o montante que deixou de ser recolhido e se a situação engloba todos os funcionários – também não foi informada quais categorias, entre administrativos, médicos e enfermeiros, deixaram de ter o imposto pago.

A reportagem ligou para o Sinmed (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) e, segundo a assessoria de comunicação, não houve demissão de médicos com vínculos empregatícios demitidos no período. A maioria destes profissionais da Santa Casa trabalha de forma autônoma ou como pessoa jurídica.

Não conseguimos contato com o Siems (Sindicato dos Trabalhadores da Área da Enfermagem) para saber se os servidores da categoria relataram problemas a respeito do FGTS.

Crises - A situação financeira na Santa Casa engloba atraso de salários, protestos, paralisações e os mais recentes casos envolvem médicos cirurgiões e a Unimed. Neste último caso, a cooperativa anunciou que não mais atenderá na Santa Casa, a pedido do próprio hospital, a partir de 13 de maio.

A instituição de saúde afirma que a Unimed tem “dívida milionária”, por isso o pedido de descredenciamento. Na situação dos médicos, a equipe chegou a deixar o trabalho na semana passada, depois de tentar contratação pela CLT no hospital, ao invés de atuarem como pessoa jurídica. As matérias relacionados aos assuntos podem ser visualizadas no quadro abaixo "veja também".

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