Em Mato Grosso do Sul, os 10% mais ricos concentram 36,3% da renda
Enquanto elite fica com um terço da massa de rendimento, 40% mais pobres ficam com 14,2% do total
Os 10% mais ricos concentraram 36,3% da massa de rendimento domiciliar per capita em Mato Grosso do Sul em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar de elevada, a proporção ficou abaixo da média nacional, de 40,3%.
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Em Mato Grosso do Sul, os 10% mais ricos concentraram 36,3% da massa de rendimento domiciliar per capita em 2025, abaixo da média nacional de 40,3%, segundo o IBGE. Os 40% mais pobres ficaram com apenas 14,2% da renda estadual, enquanto o 1% mais rico deteve 8,2% do total. A massa de rendimento mensal somou R$ 6,755 bilhões no estado.
Os dados fazem parte da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua): Rendimento de Todas as Fontes, levantamento que considera não apenas salários, mas também aposentadorias, pensões, programas sociais, aluguel e aplicações financeiras, entre outras fontes de renda. Para o IBGE, a “massa de rendimento domiciliar per capita” é a soma de toda a renda recebida pelas pessoas, considerando quanto cabe a cada morador da casa.
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Em Mato Grosso do Sul, essa massa de rendimento mensal real domiciliar per capita somou R$ 6,755 bilhões em 2025. Desse total, R$ 2,449 bilhões ficaram concentrados nas mãos dos 10% mais ricos da população.
Na prática, isso significa que pouco mais de um terço de toda a renda gerada no Estado ficou concentrada em uma parcela reduzida da população. Na outra ponta, os 40% mais pobres concentraram apenas 14,2% da massa de renda estadual. O grupo acumulou R$ 962 milhões do total registrado no Estado.
Os números mostram que, embora a desigualdade em Mato Grosso do Sul seja menor que a média brasileira, a concentração de renda ainda permanece elevada. No Brasil, os 40% mais pobres ficaram com apenas 11,7% da massa de rendimento, enquanto os 10% mais ricos concentraram 40,3% do total.
Os dados também revelam a concentração no topo da pirâmide. Em Mato Grosso do Sul, o 1% mais rico concentrou sozinho 8,2% da massa de rendimento estadual. No país, essa parcela chegou a 11%.
A pesquisa do IBGE organiza a população por classes de rendimento domiciliar per capita, dividindo os brasileiros em grupos percentuais que vão dos mais pobres aos mais ricos. A partir disso, é possível medir quanto da renda total fica concentrada em cada faixa da população.
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