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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

20/10/2014 10:40

Em rebelião, detentas destruíram computadores, televisão e camas

Aliny Mary Dias e Renan Nucci
Setor administrativo do presídio foi o mais atingido (Divulgação/PM)Setor administrativo do presídio foi o mais atingido (Divulgação/PM)
Refeitório também foi danificado durante fúria de detentas (Foto: Divulgação/PM)Refeitório também foi danificado durante fúria de detentas (Foto: Divulgação/PM)

Os prejuízos ainda estão sendo avaliados, mas a rebelião, que envolveu 400 detentas do presídio feminino Irmã Irma Zorzi, causou bastante destruição, principalmente na área administrativa da unidade. Segundo a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), computadores, documentos, impressoras, televisores e camas foram destruídos pelas detentas.

O major José Morales, do GIST (Gestão de Inteligencia e Operações do Sistema Penitenciário), afirma que a sala de alojamento das agentes penitenciárias, o refeitório e a área médica do presídio foram os locais mais atingidos pela fúria das mulheres.

Alguns itens do refeitório e da área médica como facas, tesouras e bisturis foram pegos pelas detentas, mas já estão sendo recuperados pela equipe do Batalhão de Choque da Polícia Militar que faz um pente-fino no estabelecimento desde que a situação foi controlada, por volta das 7h30 de hoje.

O major afirma que rebeliões e motins em presídios femininos não são comuns. “Depois do que aconteceu, algumas providências deverão ser tomadas, teremos que rever alguns conceitos”. O diretor-presidente da Agepen, coronel Deusdete Oliveira explica que 90% das detentas do presídio respondem por tráfico de drogas.

Tropa de Choque ainda faz pente-fino em unidade (Foto: Marcos Ermínio)Tropa de Choque ainda faz pente-fino em unidade (Foto: Marcos Ermínio)

A equipe do Choque da PM continua no local e aproximadamente 50% das celas e das detentas já foram vistoriadas. Não há previsão para o fim dos trabalhos.

Rebelião - A rebelião envolvendo as 400 detentas do presídio foi desencadeada na manhã de hoje depois da morte da presa Leda Barbosa Loredo, 39 anos. Ela já possuía um quadro de problema renal grave e era detenta desde 2012, inclusive, já foi submetida à sessões de hemodiálise.

À noite do mesmo dia, o estado de saúde de Leda piorou e ela precisou ser socorrida até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Coronel Antonino, que fica ao lado do presídio. A detenta foi medicada e liberada de volta para o presídio.

No sábado, Leda voltou a a passar mal e dessa vez foi encaminhada pela escolta da Polícia Militar até a Santa Casa da Capital. A detenta passou a noite de sábado para domingo (19) internada no hospital. Depois de receber alta médica, Leda voltou para o presídio.al na sexta-feira (17) e foi atendida por uma equipe ambulatorial do próprio estabelecimento penal.

Por volta das 6 horas de hoje, no entanto, as detentas encontraram Leda morta na cela e iniciaram à revolta que terminou na rebelião. “Ela não exercia nenhum tipo de liderança entre as detentas”, afirma Deusdete. As causas da rebelião ainda são apuradas, mas a morte de Leda é apontada como a principal causa da rebelião.

Três detentas precisaram de atendimento médico do Corpo de Bombeiros após a confusão, mas já retornaram para o local.

Três detentas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros, mas já retornaram a unidade (Foto: Marcos Ermínio)Três detentas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros, mas já retornaram a unidade (Foto: Marcos Ermínio)


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