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Capital

Em reprodução, Polícia conclui que traficante atropelou Rayane de propósito

Por Francisco Júnior e Viviane Oliveira | 01/03/2012 18:12

A menina ainda chegou a ser resgata com vida para Santa Casa, onde acabou morrendo. Ela sofreu politraumatismo

Boneco foi usado para simulação do atropelamento de criança (Foto: Viviane Oliveira)
Boneco foi usado para simulação do atropelamento de criança (Foto: Viviane Oliveira)

A Polícia Civil concluiu que o traficante Magno Henrique Martins dos Santos, 28 anos, teve intenção de atropelar Rayane Amorim Piccelli Pereira, 6 anos, no fim da tarde de ontem (28), no Parque Iguatemi, na região do bairro Nova Lima, em Campo Grande. Na tarde de hoje (1), o delegado responsável por investigar o caso, Weber Luciano Medeiros, realizou a reprodução do crime.

A vítima foi atropelada no cruzamento da rua Major Giovane Francisco Nadalim com Jaime Cerveira, quando voltava da escola na companhia da irmã e de outra criança.

O traficante participou da encenação e ao descer da viatura policial foi recebido por populares com gritos de assassino. Magno alega que perdeu o controle da moto que pilotava ao passar por um morro durante perseguição policial.

Porém, na simulação, a perícia comprovou que ele tinha um espaço de cerca de seis metros para desviar da vítima e, mesmo assim, acabou atingindo a criança, que foi lançada a 20 metros de distância. Após atingir a menina, o traficante ainda passou com a moto por cima dela. As marcas dos pneus do veículo ficaram no corpo.

Rayane ainda chegou ser resgatada com vida para Santa Casa, onde acabou morrendo. Ela sofreu politraumatismo.

De acordo com o delegado, a reprodução comprovou a intenção do traficante de atropelar a menina. “Antes da simulação eu tinha 99,9% de certeza que ele a atropelou de propósito para tirar o foco dos policiais. Hoje, eu tenho 100% de certeza que foi proposital. Ele tinha ampla visão”, afirmou.

Durante a encenação, a perícia utilizou um boneco e uma criança para simular a vítima. O próprio delegado pilotou a moto e fez o mesmo caminho do traficante até atingir a menina. Magno estava a 80 KM/hora no momento do atropelamento.

Magno apresentou várias versões para justificar o atropelamento. Em uma delas afirmou que os policiais estavam atirando contra ele. Uma testemunha contou a Polícia que os policiais só efetuaram disparos após o traficante atingir a menina. A simulação durou cerca de 2 horas.

Segundo o delegado, os policiais estavam atrás de Magno por conta de um mandado de prisão do município de Rio Verde, por ter trocado tiros com a Polícia Militar, ocasião em que sua mulher foi presa por tráfico de drogas.

Magno tem nove passagens pela Polícia, por tentativa de homicídio, tráfico de drogas, violência doméstica, furto qualificado, portar drogas para consumo pessoal. O traficante foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e resquícios de crueldade. Ele está preso provisoriamente na 2ª Delegacia de Polícia.

O traficante já se envolveu em um episódio parecido. Segundo informações da Polícia Civil, ele jogou o carro contra um policial civil que participou da prisão da mulher dele, por tráfico de drogas, no município de Rio Verde de Mato Grosso, em dezembro do ano passado.

Magno jogou o carro em cima de um investigador para atrapalhar a ação da equipe durante a prisão da esposa. Na época, ninguém se feriu.

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