Empresário investigado em 2023 volta a ser alvo na Operação Máquinas de Areia
Equipe do Gecoc esteve na sede da empresa Engenex, na Vila Cidade Morena

Equipe do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) esteve na manhã desta quinta-feira (6) na sede da Engenex Construções e Serviços, na Vila Cidade Morena, em Campo Grande, como parte da Operação Máquinas de Areia. A empresa pertence ao empresário Edcarlos Jesus da Silva, que já foi alvo de outra investigação relacionada a contratos públicos de locação de maquinário e manutenção de vias.
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A Operação Máquinas de Areia cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e São Paulo, investigando suposta organização criminosa formada por servidores e empresários em contratos com a Prefeitura de Três Lagoas. Os contratos investigados, firmados entre 2018 e 2026, ultrapassam R$ 100 milhões. O empresário Edcarlos Jesus da Silva, dono da Engenex, já foi alvo da Operação Cascalhos de Areia em 2023, que apurou contratos de R$ 300 milhões com Campo Grande.
A reportagem apurou que os agentes chegaram ao endereço por volta das 6h e permaneceram no imóvel durante toda a manhã. No fim da diligência, policiais entraram na empresa carregando um malote vazio, que teria sido utilizado para guardar parte do material apreendido.
A equipe deixou o local por volta das 12h, acompanhada de uma mulher que não foi identificada.
Deflagrada hoje, a Operação Máquinas de Areia cumpre 19 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Três Lagoas e Terenos, em Mato Grosso do Sul, além de Castilho, no interior de São Paulo.
A ação é conduzida pelo Gecoc, pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pela 7ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas. A investigação apura a atuação de uma suposta organização criminosa formada por servidores públicos e empresários em contratos firmados com a Prefeitura de Três Lagoas.
Além da sede da Engenex, em Campo Grande, equipes cumpriram mandados em uma empresa de locação de caminhões e na Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito de Três Lagoas. Na Capital, o Gecoc deixou uma intimação na portaria do condomínio Damha.
Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o grupo é suspeito de fraudar a execução de contratos para locação e fornecimento de veículos, máquinas e equipamentos pesados, além de serviços de infraestrutura e revestimento primário de vias.
Os contratos e aditivos investigados foram firmados entre 2018 e 2026 e, somados, ultrapassam R$ 100 milhões. O Ministério Público afirma ter identificado pagamentos por serviços que não teriam sido efetivamente executados. A apuração envolve suspeitas de crimes licitatórios, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
Histórico - Edcarlos é sócio da Engenex e da MS Brasil Comércio e Serviços. Ele já havia sido alvo, em junho de 2023, da Operação Cascalhos de Areia, que investigou contratos da Prefeitura de Campo Grande para manutenção de ruas sem pavimentação e locação de veículos e maquinários.
A Engenex e a MS Brasil também estavam entre as empresas investigadas na Cascalhos de Areia. Segundo o Ministério Público, os contratos analisados naquela operação somavam mais de R$ 300 milhões e envolviam suspeitas de peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
A reportagem não localizou Edcarlos da Silva para falar da operação. Na empresa, ningúem quis comentar a presença dos policiais.
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