Enfermeira deixa prisão e nega acesso a depósito com medicamento vencido
Profissional foi presa em flagrante e alegou ter ficado nervosa durante ação da polícia no local
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Enfermeira presa em flagrante na Clínica Canela negou ter acesso ao depósito onde foram encontrados 1.294 frascos de medicamentos vencidos. Em depoimento na Decon, ela afirmou que a chave do local era de uso exclusivo do farmacêutico, já demitido, e do gerente. A suspeita disse ainda que a responsabilidade pelas prescrições e compras era do gerente da clínica.
Em depoimento na Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), a enfermeira da Clínica Canela, presa em flagrante na quinta-feira (14), negou ter acesso ao depósito onde foram encontrados 1.294 frascos de medicamentos vencidos durante fiscalização.
- Leia Também
- Enfermeira foi presa por esconder 1.294 ampolas vencidas em clínica emagrecedora
- Canela nega irregularidades e alega perseguição após operação em clínica
A responsável técnica do local afirmou ao delegado Wilton Vilas Boas que a chave do local é de uso exclusivo do farmacêutico, que foi demitido, e do gerente. Ela ainda declarou que apenas conferia as medicações que eram repostas pelo profissional.
Questionada sobre ter falado que na sala havia apenas pertences pessoais do proprietário da clínica, a enfermeira negou a frase e alegou ter ficado nervosa já que era seu primeiro emprego na área.
Sobre os medicamentos, a enfermeira contou ao delegado que a clínica usa doses de tirzepatida manipuladas em um laboratório que não pertence à marca comercial Mounjaro, mas não soube informar onde fica o local.
Por fim, sobre as prescrições médicas para o estoque, a enfermeira declarou que a responsabilidade pelos documentos e compras é do gerente da clínica. Ela passou por audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (15) e teve a liberdade provisória concedida pelo juiz Francisco Soliman.
Entenda
Os medicamentos foram localizados em uma sala separada da clínica, na Rua Joaquim Murtinho. Segundo a polícia, a equipe afirmou que o espaço seria utilizado como depósito e também para armazenamento de objetos de funcionários.
Inicialmente foram encontrados 484 frascos de medicamentos vencidos, mas, conforme a Delegacia, a contagem oficial totalizou 1.294 unidades de medicamentos vencidos. A denúncia foi feita por um laboratório que produz o medicamento autorizado.
A operação foi realizada por equipes do Procon, Vigilância Sanitária, Decon e CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul), após denúncia encaminhada à Vigilância Sanitária.
Em vídeo publicado e depois excluído das redes sociais, Jonathas Canela negou falhas, contestou a interpretação das denúncias e disse que a unidade já recebeu outras fiscalizações no mesmo ano.
Em nota oficial, a assessoria de comunicação da Clínica Canela informou que colabora integralmente com os órgãos fiscalizadores e apresenta documentos, registros técnicos e esclarecimentos durante o procedimento ainda em andamento. A instituição afirmou respeitar a atuação das autoridades e disse que conclusões antes da análise final seriam precipitadas.
A clínica negou fabricar, manipular, rotular ou comercializar medicamentos de forma irregular. Também afirmou que não condiciona atendimento ou continuidade terapêutica à compra de produtos e disse que o paciente pode adquirir medicamentos em qualquer estabelecimento.
Sobre os itens vencidos encontrados em depósito, a instituição informou que abriu apuração interna e revisa protocolos de armazenamento, conferência e descarte. A clínica afirmou que a presença desses materiais não indica uso em pacientes e disse que apresentará registros às autoridades.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

