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Capital

Escola dispensa alunos para professores protestarem em praça

Expectativa da Fetems é que mais de 1,5 profissionais participem do evento realizado na Praça do Rádio, no centro de Campo Grande

Por Maressa Mendonça | 21/02/2020 14:53
Professores durante mobilização na Praça do Rádio (Foto: Silas Lima)
Professores durante mobilização na Praça do Rádio (Foto: Silas Lima)

Professores da rede estadual e municipal de ensino participam de mobilização pela aprovação do novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) na tarde desta sexta-feira (21), na Praça do Rádio Clube. O fundo é usado, dentre outras coisas, para o pagamento dos salários dos profissionais. Algumas escolas, como a Joaquim Murtinho, liberaram os docentes para participar do ato.

À reportagem do Campo Grande News, o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Jaime Teixeira explicou que o Fundeb, por lei, vence no dia 31 de dezembro deste ano. Isto explica a necessidade da aprovação do projeto do novo Fundeb ocorrer ainda no primeiro trimestre do ano.

Segundo ele, dentre os riscos da não aprovação do projeto estão a possibilidade de atraso no pagamento dos salários, impossibilidade de construção de novos centro de educação infantil e até o fechamento de escolas.

Em relação ao ato da tarde desta sexta-feira que, recebeu o nome de “Carnaval da Educação”, seguindo o objetivo de mobilização que ocorre em todo o país, Teixeira explica que a ideia é orientar a população “no clima do Carnaval”, fugindo um pouco do perfil sindical.

Teixeira reforçou que as aulas estão mantidas na maioria das escolas, mas confirmou que algumas podem ter liberado os alunos. Segundo ele, no dia 18 de março, sim, haverá uma paralisação nacional pela educação. A expectativa de participação para o ato de hoje é de 1,5 mil pessoas.

O diretor de formação sindical da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Gilvano Bronzoni comentou que “sem esse dinheiro pode ocorrer um processo de desvalorização não só dos professores, mas da educação como um todo”. Isto porque o dinheiro do fundo não pode ser usado para outros fins, mas exclusivamente para a educação.

A reportagem do Campo Grande News entrou em contato com a assessoria de imprensa da SED (Secretaria de Estado de Educação) para saber se outras escolas também dispensaram os alunos nesta sexta-feira, e a informação é que o único caso foi na Joaquim Murtinho.