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Capital

“Estávamos no caminho certo”: Marquinhos diz que restrições salvaram vidas

Contrariado com a "retomada da vida normal", prefeito diz que isolamento social funcionou até agora

Por Anahi Zurutuza | 06/04/2020 17:28
Prefeito Marquinhos Trad durante a transmissão ao vivo desta segunda-feira (Foto: Reprodução)
Prefeito Marquinhos Trad durante a transmissão ao vivo desta segunda-feira (Foto: Reprodução)

Campo Grande tem 48 casos confirmados de coronavírus, mas nenhum óbito. O prefeito Marquinhos Trad (PSD) fez questão de lembrar nesta segunda-feira (6), dia que colocou em prática o plano de retomada gradual da atividade econômica na Capital, que embora entenda, que muita gente precise colocar comida na mesa, ainda está contrariado

“Estávamos no caminho certo”, referiu-se às medidas restritivas impostas desde o dia 18 de março.

O prefeito pediu, então, mais uma vez, que as pessoas mantenham-se isoladas. “Por favor Campo Grande, fique em casa. Voltam a obedecer nossos decretos, eles não nos deixam mentir. Estávamos no caminho certo. Vinte dias depois, não temos nenhum óbito, embora seja crescente o número de casos, nenhum óbito”.

O prefeito ainda é a favor de que o confinamento é o melhor remédio. “O que fizemos? O que médicos mandaram. O que fizemos diferente de quem está enterrando pessoas todos os dias? Apenas obedecemos a prescrição daqueles que estudaram a vida toda para cuidar da nossa saúde”.

Foi então que o prefeito repetiu o que já havia dito pela manhã. Pressionado pelo setor empresarial e pela população “encorajada” pelo discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para que a vida voltasse ao normal, Marquinhos disse que “não teve alternativa” se não permitir a reabertura de lojas e escritórios, desde que com regras sanitárias rígidas.

“Começamos com 80% de obediência [ao isolamento social] e na sexta-feira passada, era somente 48%. Não tivemos alternativa, já que a nossa voz não estava sendo ouvida, colocamos regras, agora vai depender de cada um de vocês”.

Mais uma vez Marquinhos disse que ficar em casa é o melhor remédio por enquanto. “Você que hoje retorna às ruas da cidade, por favor, se cuide. O correto, o eficiente era você se manter na sua casa. Mas, já que você quer ter o livre arbítrio, o faça de forma responsável, porque pode ser que o vírus em você, mas imagina o peso na consciência se você volta para sua casa e infecta um pai com comorbidade, uma mãe, um avô, avó que vai a óbito”.