Ex-cunhado que atirou contra empresário pega 4 anos em regime aberto
Júri afastou tentativa de homicídio e condenou réu por disparos e porte ilegal
O ex-cunhado que atirou diversas vezes contra um empresário, após discussão por R$ 700, foi condenado a 4 anos de prisão em regime aberto, nesta terça-feira (5), em Campo Grande. Adriano Prestes Martins não foi responsabilizado por tentativa de homicídio, após decisão do Tribunal do Júri.
RESUMO
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Ex-cunhado que atirou contra empresário após briga por R$ 700 foi condenado a 4 anos de prisão em regime aberto em Campo Grande. Adriano Prestes Martins não foi responsabilizado por tentativa de homicídio, pois os jurados afastaram a intenção de matar. Ele foi condenado por disparo de arma de fogo e porte ilegal. O crime ocorreu em julho de 2023 e o réu permanece em liberdade.
Os jurados desclassificaram o crime doloso contra a vida, afastando a acusação de que houve intenção de matar. Com isso, coube ao juiz Carlos Alberto Garcete, presidente do júri, definir a condenação pelos demais crimes.
Adriano foi condenado por disparo de arma de fogo em local habitado e porte ilegal de arma de fogo. Para cada crime, a pena foi fixada em 2 anos de reclusão e 10 dias-multa.
Como se trata de condutas distintas, as penas foram somadas, totalizando 4 anos de reclusão e 20 dias-multa. O regime inicial é o aberto, e o réu permanece em liberdade.
A relação entre réu e vítima foi um dos pontos centrais do julgamento. Adriano e Sérgio Vilhargan Ângelo se conheciam desde jovens e já tiveram vínculo familiar. O empresário é ex-cunhado do acusado.
O caso - De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, o conflito começou por causa da documentação do carro da filha do réu. Sérgio teria indicado um despachante à sobrinha, mas as cobranças pelo serviço geraram desconfiança e irritação, dando início ao desentendimento.
O caso aconteceu na tarde de 5 de julho de 2023, em frente ao comércio “Paizão Transportes”, na Avenida Fábio Zahran. Imagens exibidas no júri mostram o momento em que Adriano se aproxima, saca uma pistola calibre .380 e inicia a confusão, que termina em luta corporal.
Mesmo com diversos disparos, o empresário não foi atingido.
“É coisa de Deus mesmo, até hoje não entendo como todas aquelas balas não foram parar no meu corpo”, afirmou a vítima durante o julgamento.
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