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Capital

Exame de ex-líder de facção tem escolta pesada e bloqueio de rua

Aparato de segurança contou com 12 policiais penais armados e 2 viaturas

Por Aline dos Santos e Bruna Marques | 10/09/2026 13:05


RESUMO

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Humberto Álvaro de Souza, conhecido como Alvinho ou Jacaré, ex-líder dos Guardiões do Estado, deixou a Penitenciária Federal de Campo Grande escoltado por 12 policiais penais para realizar exame de endoscopia. Preso desde 2019, ele responde por homicídios, tráfico e organização criminosa e teve negado o retorno ao Ceará pela Justiça, devendo permanecer na unidade até outubro deste ano.

Forte aparato de segurança chamou atenção de quem passou pela Rua Antônio Maria Coelho na manhã desta quinta-feira (10). Ao todo, 12 policiais penais federais fortemente armados conduziram o preso Humberto Álvaro de Souza para um exame médico.

Custodiado na Penitenciária Federal de Campo Grande desde 2019,  Humberto Álvaro de Souza é considerado um criminoso de alta periculosidade e está há sete anos no Sistema Penitenciário Federal. Humberto era líder da extinta facção criminosa Guardiões do Estado, no Ceará.

Ele chegou às 8h40 à clínica de endoscopia, na Rua Antônio Maria Coelho. O procedimento foi realizado e o paciente deixou o local às 10h45. Na saída das duas viaturas da escolta, a rua chegou a ser fechada.

Traficante e faccionado - Conforme o Diário do Nordeste, a Justiça do Ceará negou, em julho deste ano, pedido da defesa de Humberto para que o cumprimento do restante da pena passasse para o regime semiaberto, em unidade prisional sob o comando do Estado do Ceará. O preso responde por homicídios, tráfico de drogas, receptação e envolvimento em organização criminosa.

No início do ano, a Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público do Ceará se manifestou e disse que, em março de 2020, mesmo preso em unidade prisional, ele emitiu um “salve” exigindo atentados contra profissionais da segurança pública, principalmente policiais militares da Força Tática que atuassem na região do Siqueira, em Fortaleza.

Conforme processo que tramita na 5ª Vara Federal de Campo Grande, Humberto deve permanecer na unidade prisional pelo menos até outubro deste ano.

Exame de ex-líder de facção tem escolta pesada e bloqueio de rua
Humberto deixa clínica após exame de endoscopia. (Foto: Juliano Almeida)

“Sua inclusão no Presídio Federal de Campo Grande (MS) ocorreu em 31/10/2019, permanecendo até a presente data por se tratar de ‘preso de alta periculosidade, integrante de organização criminosa, voltada a realizar ataques a prédios públicos, atentados a profissionais da área de segurança e execução de rivais, sendo conhecida por mutilações e esquartejamentos de rivais’, e que seu retorno ao Estado de origem representaria risco à sociedade”.

Inaugurada em dezembro de 2006 e localizada na saída para Sidrolândia, a penitenciária é destino de presos de alta periculosidade. Para ingressar no regime de segurança máxima especial, o preso precisa cumprir pré-requisitos como: ser líder de organização criminosa, integrante de quadrilha com prática de atos violentos e causar instabilidade no sistema de origem.

O presídio tem 208 celas padrão e 12 de RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). Na lista de presos, o mais famoso a cumprir pena no presídio é Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que cumpre pena que soma 55 anos e 8 meses de reclusão. O preso chegou ao sistema federal em 2007 e passou por todas as unidades de segurança máxima.