A 3 meses da ceia, lojas já apostam em decoração e mercados ganham panetones
Árvores de Natal, Papai Noel, guirlandas e panetones já ocupam as prateleiras dos comércios
Faltando pouco mais de 3 meses para o Natal, a data já começou a ganhar espaço nas lojas e supermercados. Em setembro, itens típicos da época já podem ser encontrados nas prateleiras e vitrines, como árvores de Natal, Papai Noel, guirlandas, enfeites e os tradicionais panetones.
RESUMO
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Com pouco mais de três meses para o Natal, lojas e supermercados de Campo Grande já expõem itens natalinos como árvores, panetones e enfeites. Comerciantes apostam na antecipação para estimular compras, com expectativa de crescimento de 10% a 20% nas vendas. Parte dos consumidores, porém, prefere aguardar dezembro para iniciar as compras e decorações.
A antecipação da decoração é uma aposta dos comerciantes para estimular as compras e dar mais tempo para os consumidores planejarem a decoração das casas. Os panetones e chocotones já estão sendo encontrados nos atacadistas e supermercados de bairro, com valores que variam de R$ 33,99 a R$ 47.
Em alguns estabelecimentos, os produtos começaram a ser expostos antes do período habitual. É o caso da Casa José Abrão, que funciona há 34 anos na Rua 14 de Julho e trabalha com produtos natalinos há 15 anos. Segundo o proprietário, Daniel Hisao, a expectativa para este ano é positiva.
“A expectativa é boa, compramos bastante produto, novidades, investimos no que espera mesmo. Para a loja o movimento está bom, não dá para reclamar, não. Se vender 10%,20% a mais está bom demais, não dá para reclamar”, destacou.
Tradicionalmente, a loja começava a colocar os produtos de Natal à disposição dos clientes no fim de setembro. Neste ano, porém, a estratégia foi antecipar um pouco a exposição. “O pessoal investe mais e quer ficar um pouco mais com a mercadoria na casa.”
A aposta também aparece no estoque. Daniel comprou entre 500 e 1 mil árvores de Natal para este ano. A expectativa é que parte do estoque seja renovada ao longo da temporada. “Chega começo de dezembro tem que fazer algum pedido para repor”, afirmou.
No Bazar São Gonçalo, a preparação para o Natal também já começou. O proprietário, Rafael Metelo, espera um crescimento entre 10% e 15% nas vendas.
“A expectativa está boa, esperamos ter um aumento nas vendas, entorno de 10% a 15%. Nós estamos começando a montar agora, a expectativa é que melhore, que outubro e novembro comece a procura”, disse.
Apesar da expectativa de crescimento, o investimento feito pela loja neste ano ficou próximo ao do ano passado. “Tem ano que a gente investe mais, esse ano foi igual ao ano passado”, completou.

Consumidores ainda esperam
A estratégia dos comerciantes contrasta, porém, com o comportamento de parte dos consumidores, que ainda não entrou no clima das compras natalinas.
A doméstica Aparecida Alves, de 66 anos, conta que ainda não está preocupada com as compras para o Natal. Apesar de comemorar a data com os filhos, ela afirma que não costuma concentrar a compra de presentes no fim do ano.
“Não estou nem ligando para o Natal, mas comemoro com meus filhos. Eu nem compro presente, dou presente o ano inteiro. Já o mercado só em dezembro mesmo”, comentou.
Para a advogada Rita Maritan, setembro também é cedo para começar as pesquisas e as decorações. Ela prefere esperar até dezembro para montar a árvore e enfeitar a casa.
“Ainda não comecei, vai ser mais para frente, comecinho de dezembro, que é quando eu monto a árvore de Natal, coloco as luzinhas, decoro a casa. Está muito cedo, vamos ver novidades até lá.”
Mesmo sem iniciar as compras, Rita já observa os preços de presentes, como calçados. Para ela, há opções para diferentes bolsos, mas é importante pesquisar.
“Os preços não estou achando caro, não. Fui ver aqui numa loja, tem preço para tudo, tem lojas de diversos tipos, é só ter um pouquinho de paciência e pesquisar os preços”, ressaltou.
Enquanto alguns consumidores deixam as compras para mais perto da data, outros já começaram a aproveitar os produtos que chegaram às prateleiras. É o caso da microempresária Sonia Patrícia, de 49 anos, que saiu do supermercado com três panetones.
“Eu deixo mais para comer no final do ano, mas como já tem disponível estou levando porque gosto dessa época, a que eu mais gosto é a época do panetone”
Apesar da compra antecipada dos pães natalinos, Sonia ainda não começou a pesquisar os demais produtos para o Natal. Segundo ela, os preços podem ficar mais atrativos conforme a data se aproxima.
“Para o Natal ainda não pesquisei, só os panetones mesmo. Está um pouquinho elevado ainda, acho que perto do Natal deve dar uma caidinha”, finalizou.
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