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Campo Grande, Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

21/05/2014 07:55

Famílias passam noite em claro temendo despejo de área invadida

Aliny Mary Dias e Zana Zaidan
Famílias esperam caminhão de imobiliária para deixarem área (Foto: Marcos Ermínio)Famílias esperam caminhão de imobiliária para deixarem área (Foto: Marcos Ermínio)

As 153 famílias que vivem em uma área invadida no bairro Parque da Lagoa passaram a noite de ontem para esta quarta-feira (21) em claro e já começaram a tirar os pertences de dentro das casas. Depois da ordem judicial que decidiu pela saída do local, os moradores aceitaram deixar as residências de maneira pacífica, mas esperam caminhão da imobiliária para retirar os móveis.

No fim da manhã de ontem, após decisão do titular da 14ª Vara Cível, juiz Fábio Possik Salamene, viaturas do Batalhão de Choque da Polícia Militar foram até o local acompanhados de um oficial de Justiça.

Nesta quarta-feira, as famílias estão reunidas e aguardam a chegada de um caminhão, prometido pela imobiliária Correta, para retirar os móveis. A expectativa era que o veículo chegasse às 7 horas, mas até agora o caminhão não chegou. Patrolas serão encaminhadas para o local e devem dar início à destruição das residência, maioria de alvenaria.

Eduardo Rufino Ximenes, 29 anos, trabalha como porteiro e explica que mesmo com a saída das famílias, o problema vai continuar porque muitos já levaram os pertences para terrenos do mesmo bairro, longe uma quadra do local agora proibido pela Justiça.

Outro que espera a mudança forçada de casa é o pedreiro Gelson Rodrigues Vieira, 37 anos. Ele conta que desde o início a intenção dos moradores era sair de forma pacífica da área. “Ninguém está disposto a enfrentar a polícia, aqui tem muita criança”, diz.

Além de afirmar que muitas famílias irão deixar os móveis no carro porque não têm para onde levar, Jean Pauferro, 27 anos, diz que os moradores precisam de socorro. “Precisamos de alguém do poder público, até hoje não veio nenhuma assistente social. Quando todos estiverem com a panela embaladas, de onde vamos tirar comida para as nossas crianças”, afirma.

Caso - O terreno pertence à Imobiliária Correta e a reintegração de posse está prevista desde o começo do mês. A empresa iria disponibilizar caminhões para as famílias fazerem a mudança às 13h30 de hoje, mas os moradores disseram que a promessa não foi cumprida.



O povo tem que pensar mais, tem que invadir área da prefeitura e não do cidadão comum ou de empresas, invadindo área que pertence à prefeitura o apelo na hora de remover as familias é muito maior, afinal se a área é da prefeitura ela pertence à população.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 21/05/2014 10:00:53
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