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Capital

Famosas por furtarem lojas no Centro, mulheres seguem agindo mesmo após prisão

Maysa Hellen Andrade dos Santos e Jéssica Pontes Milan passaram por audiência de custódia nesta sexta-feira

Por Ana Paula Chuva | 23/02/2024 16:41
Maysa e outras duas mulheres quando furtaram lojas em Sidrolândia (Foto: Região News)
Maysa e outras duas mulheres quando furtaram lojas em Sidrolândia (Foto: Região News)

As duas mulheres presas no final da tarde de quarta-feira (21), após furtarem uma loja no Centro de Campo Grande, acumulam passagens pelo mesmo crime e já foram até denunciadas pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). A dupla passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (23). Uma delas cumpriu sete meses de pena, saiu e foi pega de novo.

Conforme apurou o boletim de ocorrência, Maysa Hellen Andrade dos Santos, 24 anos e Jéssica Pontes Milan, 27 anos, foram reconhecidas pelo funcionário da loja e acabaram sendo presas em flagrante pela Polícia Militar, por volta das 18h25 da quarta-feira. Com dupla foram encontrados oito ovos de páscoa, sete sabonetes líquidos, duas bolsas, duas peças de roupa infantil, um pote de creme de avelã, duas capas de celular e pacote de lenço umedecido.

Em depoimento, acompanhadas pelo mesmo advogado, as duas mulheres optaram por ficar em silencia. Na audiência de custódia, Maysa acabou tendo a liberdade provisória concedida pelo juiz Albino Coimbra Neto, mas precisou pagar fiança de R$ 1.412. Já Jéssica teve a prisão convertida em preventiva.

Segundo apurou o Campo Grande News, ambas as mulheres tem diversas passagens por furtos em lojas. A mais recente de Maysa, que é dona de uma loja no Bairro Coophavila II, antes da registrada esta semana, foi em 17 de março de 2023. De acordo com o boletim de ocorrência da época, o crime aconteceu no Centro de Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande.

Na ocasião, Maysa estava acompanhada de outras três mulheres e foram presas em flagrante após furtarem uma loja de departamentos na Avenida Dorvalino dos Santos. O grupo foi encontrado em um Hyndai Creta já BR-262, chegando em Campo Grande. Um ano antes, as mesmas envolvidas furtaram uma loja de móveis na cidade.

Não há informações de quanto tempo ela permaneceu presa. Mas, ainda de acordo com a apuração jornalística, Maysa já foi denunciada pelo MP por furto que aconteceu em loja de cosméticos no Centro de Campo Grande em abril de 2022. Ela estava com Jéssica e uma outra mulher e subtraíram diversos produtos. O caso aconteceu no dia 16 daquele mês.

Em abril do ano passado, elas passaram por julgamento. Jéssica foi condenada a dois anos de prisão em regime aberto e Maysa absolvida que também tem na ficha um furto a loja de perfumes em Campo Grande. O caso aconteceu em 15 de dezembro de 2021 e foi denunciado também pelo MP, mas ainda não foi julgado.

Jessica e outras três pessoas presas após arrastão em Dourados em 2023 (Foto: Distrito News)
Jessica e outras três pessoas presas após arrastão em Dourados em 2023 (Foto: Distrito News)

Jessica - Em janeiro de 2023, Jessica foi denunciada pelo MP por furto em quatro lojas na cidade de Dourados. O crime aconteceu nos dias 3 e 4 daquele mês e ela estava com outra mulher e dois homens. Ela foi condenada em outubro do mesmo ano a três anos, cinco meses e sete dias e mais um ano e três meses por associação criminosa. Ambas as sentenças deveriam ser cumpridas em regime fechado.

No depoimento à polícia na quarta-feira, ela afirmou que passou sete meses presa em regime fechado, mas estava solta há pouco mais de um ano. A mulher também tem registros de injúria e ameaça a uma funcionária de loja de roupas, em abril de 2022, quando foi vista pela trabalhadora retirando alarmes de peças para serem furtadas. Ela assinou um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência).

O furto chegou a ser noticiado pelo Campo Grande News e Jessica foi identificada como integrante da gangue das mulheres. Além disso, ela era alvo de uma operação Sintonia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), contra o PCC (Primeiro Comando da Capital). Ela foi apontada como gerente de uma "biqueira" no Bairro Colibri e chegou a ser condenada a três anos e seis meses por integrar a facção e atuar na prática de crimes.

Um mês antes, um outro boletim de ocorrência de ameaça foi registrado contra ela. A situação foi semelhante a de abril. Jéssica estava acompanhada de outras quatro mulheres que cercaram a vítima e mandaram ela sair do local sem dizer que elas estavam furtando a mesma loja de roupas do mês seguinte. Ela também assinou um TCO.


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