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Campo Grande, Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019

13/05/2019 20:00

Fé lota paróquia em celebração a Nossa Senhora de Fátima

Desde o dia 1º, programação atraiu centenas de fieis que acumulam anos devoção e graças atendidas.

Adriano Fernandes e Liniker Ribeiro
Multidão acompanhando a saída da santa, durante a procissão. (Foto: Kisie Ainoã)Multidão acompanhando a saída da santa, durante a procissão. (Foto: Kisie Ainoã)

Nem mesmo as baixas temperaturas da noite desta segunda-feira (13), impediram que cerca de 1,1 mil fieis acompanhassem o encerramento da tradicional trezena de Nossa Senhora de Fátima, na paróquia da santa, no Bairro Monte Líbano em Campo Grande.

Com o tema “Maria, mãe de Deus e nossa. No colo da mãe o amor se faz vida” as festividades deste ano comemoram os 102 anos de quando a santa apareceu pela primeira vez aos pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta, na pequena aldeia de Fátima em Portugal.

Desde o dia 1º de maio até hoje as festividades incluíram missas, terços e coroação da santa, além de quermesse. Uma programação que atraiu centenas de fieis que acumulam anos devoção e graças atendidas. 

“Sou devota desde que eu me entendo por gente e se for para falar tudo que ela já fez por mim, vamos ficar aqui até amanhã”, brinca a simpática dona Irani Correa Faustino, de 67 anos. 

“Mas, por exemplo, em casa, tenho cadeira de rodas, andador, bengala, tudo por conta de um problema de saúde que eu tenho em uma das pernas, porém, hoje em dia, não uso mais nada, graças a ela. Ela (a santa) intercedeu a Deus por mim e ele ouviu nossa senhora”, comemora.

Mileta Rosa Vieira, de 90 anos, acompanhou o início da fundação da paróquia. (Foto: Kisie Ainoã) Mileta Rosa Vieira, de 90 anos, acompanhou o início da fundação da paróquia. (Foto: Kisie Ainoã)

Irani conta que mesmo morando na saída para São Paulo, frequenta a paróquia do Monte Líbano, todas as semanas desde 1988 e, orgulhosa, comemorou ter sido a primeira devota a coroar a santa no primeiro dia da trezena. “Foi muito lindo, me senti privilegiada”, sorri.

Outro exemplo de fé é a dona Mileta Rosa Vieira, que aos 90 anos relembra o início das festividades em louvor a santa, na igreja. “Toda a vida me apeguei muito a Nossa Senhora de Fatima e mesmo quando ainda morava no sítio, passei a frequentar para ajudar na organização da festa. Não existia igreja ainda, tudo era realizado na rua, mas acompanhei ela sendo formada”, relembra.

Destes tempos, outro orgulho foi ter conhecido o Frei Gregório, fundador da paróquia e quem hoje dá nome a uma das ruas do bairro por onde, inclusive, passa a procissão da trezena. Para dona Mileta a Nossa Senhora de Fátima é fonte de força e fé na vida.

“Perdi dois filhos e nossa senhora deu forças para suportar a dor. Na minha idade esqueço muitas coisas, mas jamais da casa de deus”, garante.

Esta foi a 58ª edição das celebrações em homenagem a santa. Uma tradição que a cada ano se fortalece e se faz necessária diante de tempos difíceis, conforme explica o frei ClaudioFumegalli.

Procissão pelas ruas do Bairro Monte Líbano. (Foto: Kisie Ainoã)Procissão pelas ruas do Bairro Monte Líbano. (Foto: Kisie Ainoã)

“Esse período de festividade é um tempo rico em espiritualidade e estamos homenageando nossa intercessora. A sociedade vive sofrimentos de todos os tipos, então as pessoas precisam se recuperar. Muitos perderam o ânimo. Por isso nos apegamos a nossa senhora e usamos, neste a expressão colo de mãe. É ela quem acolhe os filhos. Em quem a gente pode confiar”, explicou o frei a respeito do tema deste ano.

Em sua trajetória como frei, Claudio também conta que presenciou centenas de milagres concedidos através da santa. “Um dele, ainda em 2002 em Portugal foi de um fiel com uma doença no pé que me confidenciou o confidenciou que estava sentindo dores muito fortes. Pedi para que ele orasse para Nossa Senhora de Fatima e uma semana depois ele recebeu a graça de ser curado. Foi algo que me emocionou muito Isso me emocionou muito”, conclui.

Nesta noite de encerramento, assim como nas anteriores a programação começou às 18h30 com procissão por algumas das ruas do bairro, como a Frei Gregório, Juvenal Alves Corrêa e a Senador Ponce e retornou para a paróquia.

No local com capacidade para aproximadamente 900 pessoas sentadas, um telão teve de ser colocado no pátio para que os demais fiéis acompanhassem a missa.

 

Do alto, retorno da santa para a paróquia após a procissão. (Foto: Kisie Ainoã)Do alto, retorno da santa para a paróquia após a procissão. (Foto: Kisie Ainoã)
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