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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

30/06/2011 17:27

Filho de policial chora e diz que Ítalo insistiu para pegar a arma

Nadyenka Castro

Declaração foi feita à Justiça

Guilherme, com o processo nas mãos, minutos antes do interrogatório. (Foto: Simão Nogueira)Guilherme, com o processo nas mãos, minutos antes do interrogatório. (Foto: Simão Nogueira)

Ao ser interrogado pela Justiça nesta quinta-feira, Guilherme Henrique Santana de Andrea chorou ao falar sobre a morte do servidor público e universitário Ítalo Marcelo de Brito Nogueira, ocorrida em junho do ano passado, em Campo Grande.

Em aproximadamente meia-hora, Guilherme contou sua versão sobre o que aconteceu na festa onde Ítalo morreu. “... ele começou a me enforcar para tomar a arma (...) estava sentindo sufocado, então me mexi para sair dele. Aí o revólver disparou...”, disse, em lágrimas, o jovem.

O rapaz falou à Justiça que chegou ao local por volta das 18h20min e lá permaneceu por cerca de uma hora. Segundo Guilherme, o churrasco havia começado pela manhã e quando ele chegou todos que lá estavam tinham ingerido bebida alcoólica. “... acho que ele [Ítalo] é o que mais tinha bebido”. “A única pessoa sóbria daquela festa era eu”.

Em um determinado momento, enquanto afinava o violão, lembra o réu, o pai dele, o policial civil Pedro Wladimir de Andrea, era alvo de brincadeira de familiares e pediu para que fosse até a Blazer pertencente à Polícia Civil verificar a situação da arma.

A viatura descaracterizada estava no portão da residência que pertence a parentes do acusado, com as portas abertas, porque era do aparelho de som do veículo que saía a música que animava o evento.

Conforme o depoimento do rapaz, era utilizado o som do carro oficial porque estava lá o CD onde havia a música feita por ele. “Eu fui lá para mostrar uma música que eu gravei, porque eu sou músico. Estava no CD, tanto que ela tocou várias vezes”, declarou.

De acordo com Guilherme, muitas das pessoas que estavam no local mexiam no som e por isso o pai dele pediu que ele fosse verificar a arma, que estava escondida sob o tapete do banco do motorista.

Segundo ele, em obediência ao pai, foi até a viatura, viu que a arma não estava mais escondida e então a pegou com a intenção de guarda-la no interior da casa. Ele diz que a porta da frente estava trancada e por isso foi pelos fundos. “Ele [Ítalo] me pediu a arma. Não levei a sério. Me pediu brincando”.

Na versão do acusado, Ítalo insistiu para que ele entregasse a espingarda calibre 12 e então houve o disparo. “... ele conseguiu encostar na arma e eu tentei puxar a arma... “... ele começou a me enforcar para tomar a arma (...) estava sentindo sufocado, então me mexi para sair dele. Aí o revólver disparou...” afirmou ao juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Ele também disse que não sabe se foi ele ou o próprio Ítalo quem apertou o gatilho.

Guilherme conta que no momento disparo nem ele nem ninguém perceberam que havia tido um tiro, pois muitas pessoas soltavam ‘bombinhas’ no local. “... hora que eu olhei para ele [Ítalo], ele estava encostado na parede, ele estava caindo e eu gritei...”. Ao fazes estas declarações, o rapaz se emocionou mais uma vez.

O réu finalizou o interrogatório, dizendo, em lágrimas, que gostaria do perdão da família de Ítalo e que está sofrendo pelo acontecido. “Quero que a família me perdoe pelo acontecido. Não desejo isso a ninguém”.

A audiência desta quinta-feira foi acompanhada pelo pai de Guilherme, o qual também se emocionou, mas preferiu não falar com a imprensa. Ele era lotado na Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico e depois do caso foi transferido para Academia de Polícia Civil.

Pedro Wladimir responde a processo por ser acusado de ter feito disparos de tiros na festa onde ocorreu a morte de Ítalo, que era acadêmico de Direito na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e trabalhava no Detran.

Ação penal - Serão ouvidas mais testemunhas do caso em Nioaque. Depois disso, o juiz irá definir se manda Guilherme a júri popular.

O rapaz é acusado de homicídio doloso por ter assumido o risco sobre o que pudesse acontecer ao pegar a arma.

Para a acusação, Guilherme não teve a intenção de matar Ítalo, mas assumiu o risco ao manusear a espingarda.



"Não sabe se foi ele ou o Ìtalo que apertou o gatilho" - Meu Deus, em plena consciência, e sóbrio, como Guilherme mesmo diz, e não sabe se apertou um gatilho???!!! Nossa...é inacreditável! É simples esse caso: Assumiu o risco ao manusear uma arma = homicídio doloso! Pronto, paga pelo que fez!
 
Sylvia Brito em 02/07/2011 12:53:24
Legal, veículo da secreteria de segurança pública, que deveria ser utilizado só em serviço é como se fosse um trio elétrico...E o rapaz era o único sóbrio e matou, imagina se tivesse bebido???
 
Wellington Sampaio em 01/07/2011 12:47:33

Que loucura, só faltou dizer com todas as letras que o Ítalo era bandido e ele o mocinho dessa tragédia. Lágrimas...lágrimas de crocodilo!!!
 
Carla Carvalho em 01/07/2011 11:17:41
coitaduuuuuuuuuu......nao bebeu nadinha.......o morto nao ta aqui pra se defender, o italo éra uma pessoa integra, nao era santo , mais tbem nao era o demonio, era uma pessoa trabalhadora, respeitador, brincalhão porem sensato, decente e nao brincava com coisas tao seria (arma), mais cade o pai deles marmanjo nao sabe da lei....estamos bem amparodos...........o carro em lugar onde nao deveria estar ........nos pagamos pra isso.......cadeia nele ja. ou busca o morto pra dar exclarecimentos.
 
ivanilde lopes em 01/07/2011 10:06:07
Meu caro Orlando não achei legal o seu tom sarcastico.. vc não sabe o que realmente aconteceu para focar fazendo piadinhas, deveria ter um pouco de bom senso, e pensar no sofrimento das duas familias... Duvido q vc tb não beba ou conhece alguem que bebe e ja nao fez alguma gracinha com alguém devido a estar embriagado, incidentes acontecem, agora se este caso realmente foi um incidente ou não cabe a policia investigar... Deveria ter mais cuidado com as palavras, e não ficar julgando os outros sem saber realmente o que aconteceu..
 
Gilmar Arantes em 01/07/2011 09:00:14
QUE ISTO SIRVA DE EXEMPLO, PARA QUEM TENHA POSSE DE ARMA DE FOGO.
QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA, MAS UMA VIDA DE UM JOVEM CEIFADA POR UM ATO DE IRRESPONSABILIDADE. QUE DEUS POSSA CONSOLAR A FALTA QUE ESSE JOVEM FAZ PARA SUA FAMILIA E AMIGOS, PAZ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 
Guilherme Pires em 01/07/2011 08:38:36
Tadinho mesmo,ele usa carro oficial para fazer uma festinha em sua casa com bebidas alcolicas,fica se aparecendo com a arma da sejusp e me diz que nao bebeu nada?E este foi bem instruido e teve muito tempo para saber o que e quando falar em depoimento,mas a justiça sera feita,pois nem juizes nem promotores tem que sentir do do ate entao bam bam bam do filho do policial que para se promover aproveitou-se do cargo do pai e utilizou de forma errada os recursos provenientes dos nossos impostos que sao destinados a segurança publica.Tadinho,quem sabe agora ele aprende a tirar o CD de um som automotivo.
 
marcelo argemon em 01/07/2011 07:48:21
Já vi este tipo de história quando morava mo MT,havia um filho de um policial que se achava acima da lei,devido a posição de seu pai,que sempre apoiava as atitudes do seu filho,se ele relamente não tivesse "ingerido" bebida alcoolica como diz,teria que ter mais equilibrio emocional,mais vemos muito por ai,que algumas pessoas com armas se acham superiores as demais,e ainda usando um veiculo que e pago com "nossos impostos ", e a nossa cidade precisando de viaturas nas ruas e um servidor CURTINDO,um final de semana que gerou mais uma perca de um ente para uma familia.
 
Luiz Carlos Benites em 01/07/2011 07:32:59
Para uma arma ser guardada principalmente num lugar estranho de onde ela realmente fica, a mesma deve ser descarregada ( no caso, existe dispositivo próprio para isso na arma em questão) e levada ao local da guarda. E mesmo assim, estando ela com a câmara municiada, existe uma trava de gatilho que impede disparos acidentais! " Breja" e cachaça não combinam com pólvora. O pai do autor deveria saber sobre as regras de manuseio de armas e munições. Fez academia pra quê?Se a arma estava sob sua responsabilidade, o policial sabe que ninguém, principalmente um cidadão comum, deveria fazer o manuseio de tal artefato.
 
adalberto rebelo em 30/06/2011 10:03:22
poxa,e aviatura pública pode animar festas??
 
alzira pires em 30/06/2011 09:49:49
Tadinho, Não bebeu nada e matou um.
Imagina se tivesse bebido todas...
Aja bala.
 
Orlando Lero em 30/06/2011 05:56:11
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