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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

28/06/2011 12:35

Frio reduz desde número de acidentes até movimento nos postos de saúde

Vanda Escalante

Acostumado ao calor, campo-grandense fica "entocado" com a queda de temperatura.

Espera na UBS Coronel Antonino, vazia no final da manhã, depois de todos os pacientes encaixados para consulta. (Fotos: Pedro Peralta) Espera na UBS Coronel Antonino, vazia no final da manhã, depois de todos os pacientes encaixados para consulta. (Fotos: Pedro Peralta)

Em Campo Grande, a temperatura mínima chegou a 8,3ºC nesta terça-feira (28). Ontem, a capital registrou 6ºC, com sensação térmica de 4ºC negativos. Entre todos os efeitos do frio, um dos mais perceptíveis é a diminuição do movimento nas ruas, já que o campo-grandense está acostumado a uma temperatura média anual em torno dos 23,19ºC. Quando os termômetros baixam, o efeito imediato no comportamento é todo mundo “entocado” em casa.

Menos motos - O menor movimento nas ruas, que pode ser atribuído ao frio, tem como “consequência boa” a redução do número de acidentes de trânsito. “Nós não temos uma estatística, ou um comparativo exato, mas o que se observa assim, empiricamente, é que nos dias frios diminui o número de acidentes”, avalia o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito de Campo Grande), Rudel Trindade.

De acordo com a análise de Rudel, a relação com o frio pode ter fundamento no menor número de motos em circulação, lembrando que a maior parte dos acidentes registrados em Campo Grande envolve motocicletas. “Com o frio, as pessoas saem menos de moto, e as que andam, trafegam em menor velocidade”, comenta.

Vagas para consulta - Onde também se percebe a redução do movimento nos dias mais frios é nos postos de saúde. Com o frio, muita gente deixa de comparecer às consultas agendadas.

Na manhã de hoje, na UBS (Unidade Básica de Saúde) Coronel Antonio sobravam vagas para consulta com todos os profissionais médicos que atendem ali. Bom para quem foi procurar atendimento porque já pode fazer a consulta na mesma hora.

A gerente da UBS, Évora Roher, atende Airton Costa, paciente do programa de hipertensão, que foi buscar resultado de exame.A gerente da UBS, Évora Roher, atende Airton Costa, paciente do programa de hipertensão, que foi buscar resultado de exame.

“Quando acontece de o paciente faltar, a gente completa as vagas ociosas encaixando quem vem ao posto para marcar consulta”, explica a gerente da UBS, Évora Becker Roher.

Em todas as UBSs, a maior parte das vagas é destinada aos pacientes vinculados nos diversos programas (hipertensão, diabetes, saúde da mulher, etc.). Na UBS Coronel Antonino, são onze médicos: seis clínicos gerais, quatro ginecologistas e um pediatra. Cada um atende uma média de 16 consultas por dia. Na manhã de hoje, cada médico atendeu, em média, quatro pacientes de “encaixe”. Também na manhã de hoje, 12 pacientes deixaram de comparecer ao laboratório da UBS para colher sangue conforme estava agendado.

Pronto atendimento - A menos de uma quadra da UBS Coronel Antonino, fica a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro. Nesse caso, a redução do movimento é menor, mas também é perceptível e fica entre 10% e 15% abaixo dos dias sem frio.

De acordo com informações da gerência da UPA, o que diminui é a demanda por atendimentos mais simples, que nem precisam necessariamente ser executados ali, como troca de receitas e consultas por quadros clínicos que não são classificados como urgência ou emergência, e podem ser resolvidos nas UBSs.

Por outro lado, o frio faz aumentar o número de atendimentos por problemas respiratórios, especialmente em pessoas idosas e crianças. Na pediatria da UPA, a maioria dos casos atendidos tem sido de crises de asma e bronquite, além de quadros de pneumonia, amidalite, otite e conjuntivite.

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"Hoje tá muito frio pra ir no posto, melhor ficar em casa mesmo" kkkkkkk
Pessoal já se acostumou, qualquer dor que sentir a passar no posto de saúde. Tem pessoas que batem ponto no posto - "Se falasse que trabalhava lá era normal".
Agora se vê quem realmente precisa de atendimento
 
Misael Soares em 29/06/2011 07:35:13
Por que será que as pessoas não ficam doentes no friu? Que estranho a população ir ao médico só no calor. Acho que nem no friu nem no final de semana ninguem fica doente, por que você não ve posto de saúde cheio nesses dias. Estranho o povo ter dia e hora pra ficar doente e ainda leva dias e dias de atestado médico. O jeitinho brasileiro, viu.
 
Robson Almeida em 29/06/2011 07:02:00
Nada como uma triagem natural para por ordem nas coisas. Daí presume-se que mais da metade dos atendimentos são desnecessarios. Nesse frio só vai relamente quem precisa, quem está doente. O povo já se acostumou a pegar remedio de graça, atestado etc...

E vejam só. Diminuiu numero de motos nas ruas, diminuem acidentes. O caos acaba. E o governo ainda incentiva venda de motos. Esse mundo é um teatro mesmo. Se houvesse decencia, severidade nesse país tudo seria diferente.
 
marco antonio silva rocha em 28/06/2011 12:43:17
Nada como uma dificuldade para separar o joio do trigo...a reportagem diz tudo!
Não tem ar condicionado em casa...vai "passear" no Posto e "pegar uns remedinhos".
No frio somente aparecem os que REALMENTE estão doentes e necessitam atendimento...e NÃO OS QUE ENCHEM AS FILAS, CRIAM CONFUSÃO E TIRAM AS VAGAS DOS VERDADEIROS DOENTES!
 
Gisele Silva em 28/06/2011 06:52:20
Para o conhecimento da dona Tatiane, por mais absurdo que pareça, algumas pessoas vão ao posto de saúde sim por motivos banais, como pegar atestado por exemplo. Digo isso pq já acompanhei alunos estagiários em vários postos de saúde da cidade, por muitos anos. Para te provar isso, vá a uma unidade básica em dia de jogo do Brasil. Espanta mais do que o frio. Não é questão de egoísmo, e sim realidade. Quanto as motos, por favor, leia a reportagem, alí afirma que com a redução das motos nas ruas diminuiram os acidentes. O correto mesmo seria um grande investimento em transporte coletivo urbano, como metro, pois menos carros e motos nas ruas é sinônimo de redução de acidentes, economia e diminuição da poluição urbana e ambiental.
 
Rose Souza em 28/06/2011 06:09:23
Ah, claro! As pessoas adoram enfrentar filas e filas, só pra pegar um remédio? Acordar de madrugada pra marcar uma consulta pra daqui um mês? É desnecessário fazer consultas regularmente para se prevenir de futuros problemas? Ou seja, a pessoa só deve procurar um médico se estiver morrendo? É isso?
Acho completamente infeliz este comentário...ninguém vai a um posto de saúde desnecessariamente, porque não tem nada pra fazer. Se estão lá, é porque realmente precisam. Até porque não é o ambiente que as pessoas preferem ir pra passar tempo, com toda a certeza!
Em relação às motos, não são elas que causam os acidentes,são as pessoas que a conduzem, até porque elas não andam por aí sozinhas, provocando acidentes! O que precisa ser feito é conscientizar os condutores, até porque, ter carro é bem mais confortável que ter moto. A escolha, acredito que não seja por vontade, e sim por necessidade, por condições financeiras da grande maioria.
Completamente egoísta se pensarmos assim.
 
Tatiane Novaes em 28/06/2011 04:26:08
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