Golpistas usam links falsos para simular pré-venda de aplicativo gastronômico
Orientação é não clicar em cobranças enviadas por mensagem e confirmar a compra nos canais oficiais

Golpistas estão usando grupos de WhatsApp ligados à campanha CG em Dobro para divulgar links falsos de pagamento e simular uma pré-venda do aplicativo, que ainda não foi iniciada. Segundo uma das responsáveis pelo projeto, Bruna Vitória Borges Gasparini, ao menos três pessoas informaram que pagaram valores próximos de R$ 90 e R$ 97 acreditando que estavam comprando o acesso à plataforma.
RESUMO
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Golpistas estão usando grupos de WhatsApp do CG em Dobro para divulgar links falsos de pagamento, simulando uma pré-venda do aplicativo que ainda não foi iniciada. Ao menos três pessoas pagaram valores entre R$ 90 e R$ 97. A pré-venda oficial ocorre em 6 de agosto, por R$ 99,90, exclusivamente pelo aplicativo. O caso foi encaminhado à Meta e um boletim de ocorrência será registrado.
A plataforma reúne cupons para um tour gastronômico em Campo Grande. A proposta permite que o usuário compre um prato e ganhe outro em restaurantes selecionados pelo projeto.
A pessoa compra o acesso ao aplicativo e recebe mais de 140 vouchers, válidos por um ano. Nos estabelecimentos participantes, a utilização do benefício é confirmada digitalmente por meio de um QR Code disponível no balcão.
O aplicativo, porém, ainda está em processo de lançamento e não está disponível para compra. A pré-venda oficial está marcada para 6 de agosto, pelo valor de R$ 99,90. Mesmo antes dessa data, criminosos começaram a divulgar cobranças com valores próximos ao preço oficial.
Segundo Bruna, o pagamento verdadeiro não será realizado por links enviados em grupos ou mensagens privadas do WhatsApp. A compra deverá ser feita exclusivamente dentro do próprio aplicativo, depois que a plataforma estiver disponível.
“Todo o pagamento do aplicativo será feito dentro do próprio aplicativo. A pessoa poderá baixá-lo e realizar a compra diretamente pela plataforma”, explicou.
Mensagens simulam comunicação oficial – O aplicativo utiliza grupos e comunidades do WhatsApp para divulgar avisos, atualizações e informações sobre o lançamento da plataforma. Conforme Bruna, os golpistas se aproveitaram desse canal para enviar mensagens que aparentavam ter sido publicadas pelos administradores.
Ela afirma que os criminosos utilizam uma plataforma capaz de permitir o envio de mensagens dentro de grupos e comunidades mesmo sem autorização administrativa. As publicações contêm links de pagamento e, em alguns casos, ficam ocultas para os próprios responsáveis pelos grupos.
“Os golpistas entram nos grupos e conseguem enviar mensagens como se fossem administradores. São mensagens que nós não conseguimos visualizar e que contêm links de pagamento”, relatou.
De acordo com Bruna, esse tipo de golpe circula pelo WhatsApp desde 2018. No caso do CG em Dobro, duas mensagens fraudulentas foram identificadas em grupos diferentes e em períodos distintos.
A primeira ocorrência foi registrada cerca de uma semana antes do segundo caso. A nova tentativa foi identificada posteriormente em outro grupo. Nas duas situações, a equipe apagou a publicação assim que tomou conhecimento, retirou o responsável e manteve os grupos ativos para orientar os participantes.
O projeto possui vários grupos dentro de uma comunidade. Como cada grupo tem um limite de integrantes, o link de entrada direciona automaticamente o usuário para o próximo espaço com vagas disponíveis. Por esse motivo, a responsável não soube informar quantas pessoas visualizaram as mensagens falsas.
Bruna destacou que o CG em Dobro não participa das cobranças fraudulentas e que os criminosos estão se aproveitando da expectativa criada pelo lançamento do aplicativo para enganar consumidores.
“Estamos desenvolvendo um trabalho honesto e sendo atacados por golpistas”, afirmou.
A equipe passou a divulgar alertas diários nos grupos, nos stories das redes sociais e nos atendimentos individuais. Também foram instalados sistemas automatizados para identificar e excluir as mensagens suspeitas.
Mesmo assim, segundo Bruna, os criminosos modificam constantemente as ferramentas usadas para escapar dos mecanismos de segurança. Como as mensagens apresentam valores próximos ao preço oficial e simulam uma oferta antecipada, alguns usuários acabam acreditando que se trata de uma promoção verdadeira.
A orientação é não clicar em links de pagamento enviados pelo WhatsApp e desconfiar de qualquer anúncio de pré-venda antes de 6 de agosto. Em caso de dúvida, o consumidor deve procurar diretamente os canais oficiais do CG em Dobro antes de realizar qualquer transferência.
Caso foi encaminhado à Meta - Segundo Bruna, o caso foi encaminhado à Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, para análise interna. A equipe também acionou o suporte técnico da plataforma e está documentando as ocorrências.
As pessoas que relataram prejuízo estão recebendo atendimento do CG em Dobro. A responsável informou ainda que será registrado boletim de ocorrência para formalizar a denúncia e reunir as informações sobre a atuação dos golpistas.
“Estamos registrando tudo e tomando todas as medidas cabíveis. Também temos um suporte acompanhando e documentando o que está acontecendo”, declarou.
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