Guarda se envolve em confusão em casa de prostituição por dívida de R$ 1,2 mil
Ocorrência terminou com agressões, ameaça com arma de pressão e intervenção da Polícia Militar
Casa de prostituição virou cenário de confusão na madrugada desta quinta-feira (2), após divergência sobre pagamento de consumo de bebidas e serviços no estabelecimento localizado na Vila Carvalho, em Campo Grande. Entre os presentes estava um integrante da GCM (Guarda Civil Metropolitana), que atuou como cliente e participou do consumo no local junto a outros quatro homens.
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Uma casa de prostituição na Vila Carvalho, em Campo Grande, foi cenário de confusão na madrugada desta quinta-feira (2) após desentendimento sobre pagamento de conta de cerca de R$ 2 mil. Um guarda civil metropolitano estava entre os clientes. A briga evoluiu para agressões físicas e ameaças com arma de pressão. Todos foram encaminhados à Depac Cepol. O caso foi registrado como estelionato, lesão corporal e ameaça.
Conforme consta no boletim de ocorrência, o grupo chegou ao estabelecimento, consumiu bebidas alcoólicas e contratou serviços de massagem e profissionais da casa. Parte dos clientes deixou o local antes do fechamento da conta, ficando combinado que um deles assumiria o pagamento total das despesas.
Na hora de quitar os valores, esse homem pagou apenas sua própria parte e se recusou a arcar com o consumo dos demais, o que gerou discussão. O consumo total chegou a cerca de R$ 2 mil, com dívida remanescente estimada em aproximadamente R$ 1.200. A situação evoluiu para agressões físicas entre os envolvidos.
Durante o tumulto, o companheiro da proprietária fechou o portão do imóvel e passou a ameaçar os clientes com um objeto semelhante a uma arma de fogo. A Polícia Militar pediu apoio de outras equipes para conter a confusão.
O objeto foi localizado posteriormente no quintal e identificado como arma de pressão com funcionamento a CO2 e disparo de chumbinho, com aparência semelhante à de pistola.
Um dos envolvidos sofreu lesões nos dedos após ser mordido durante a briga. O responsável pelo local apresentou ferimentos no lábio, pescoço e dores na região abdominal, alegando ter sido agredido e afirmando ter reagido.
A proprietária informou que houve pagamentos parciais de cerca de R$ 400 por alguns clientes, permanecendo saldo em aberto referente ao consumo coletivo. Outro participante afirmou ter quitado sua parte individualmente.
As versões apresentadas foram divergentes sobre a responsabilidade pelos pagamentos e a dinâmica das agressões, especialmente em relação ao compromisso assumido por um dos clientes quanto ao acerto das despesas do grupo.
Todos os envolvidos foram encaminhados à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde prestaram esclarecimentos. O caso foi registrado como estelionato, lesão corporal e ameaça.
Em nota, a Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) informou que será instaurado procedimento administrativo para apuração dos fatos mencionados. As providências cabíveis serão adotadas conforme o resultado da apuração.
Matéria atualizada às 8h33 para incluir nota da Sedes.
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