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Capital

Há 2 meses preso, 5 mortes de “Pedreiro Assassino” ainda estão sob investigação

Perícia não encontrou vestígio de sangue em quatro calças analisadas a pedido da defesa de Cleber

Por Aline dos Santos e Marta Ferreira | 18/07/2020 17:19
Cleber confessou sete mortes e levou policiais a local exato onde enterrou vítimas. (Foto: Henrique Kawaminami)
Cleber confessou sete mortes e levou policiais a local exato onde enterrou vítimas. (Foto: Henrique Kawaminami)

Passados dois meses daquela manhã de 15 de maio, a sexta-feira em que Campo Grande amanheceu sob o impacto da cena de um homem escavando terrenos para revelar corpos, Cleber de Souza Carvalho é réu por dois homicídios e cincos assassinatos seguem em investigação pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios).

Ele responde à Justiça pela morte do comerciante José Leonel Ferreira dos Santos, 61 anos, e Timótio Pontes Roman, 62 anos. José foi assassinado com um golpe de barra de ferro na cabeça, na madrugada do dia 2 de maio, na Vila Nasser.

Já Timóteo foi morto na Rua Plutão, na Vila Planalto, e o corpo jogado em um poço desativado. Nos dois casos, é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O último documento anexado ao processo pela morte de Timóteo foi o laudo pericial do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), que não encontrou vestígio de sangue em quatro calças analisadas a pedido da defesa de Cleber.

Em diligências - As outras cinco vítimas, todas homens, foram identificadas como José Jesus de Souza, de 45 anos, Roberto Geraldo Clariano, 50 anos, Hélio Taíra, 74 anos, Flávio Pereira Cece, 34 anos, e Claudionor Longo Xavier,  47 anos .

Para esses assassinatos, a unidade responsável pela investigação está em fase de produção de provas e coleta de depoimentos, para embasar o inquérito a ser relatado ao Judiciário. Cleber, que confessou essas mortes e ajudou a localizar os corpos, ainda não foi ouvido formalmente nessas peças investigatórias.

A defesa dele chegou a pedir ao juiz do caso, Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª  Vara do Tribunal do Júri, para fazer todos os cinco interrogatórios faltantes no mesmo dia e no presídio onde Cleber está, o Instituto Penal de Campo Grande.

O magistrado rejeitou, alegando principalmente que o comando da fase da apurações é prerrogativa do presidente dos inquéritos, o delegado Carlos Delano. A defesa recorreu ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que ainda não avaliou a questão.

Também a pedido a defesa do serial killer confesso, ele vai ser submetido a perícia psiquiátrica, em agosto, como parte do incidente de insanidade mental alegado pelo advogado.

Famílias aguardam - Dos 7 homens mortos pelo "Pedreiro Assassino", quatro foram identificados pelo IALF: José Leonel, Flávio, Claudionor e Hélio. O corpo de José Leonel já foi liberado para a família. E três seguem no Imol(Instituto de Medicina e Odontologia Legal), aguardando decisão judicial para o registro de óbito.

Outras duas vítimas – Geraldo e José Jesus - ainda esperam pelo processo formal de identificação. A perícia aguarda a chegada de amostras de referências vindas de São Paulo e Goiás.

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