Homem finge ser motorista de app para ajudar como "olheiro" em furto de fios
Grupo usava dois veículos na ação e quatro pessoas foram presas por equipe da Polícia Militar
Quatro homens foram presos em flagrante por furtar grande quantidade de fios de cobre de um galpão na região do Indubrasil, em Campo Grande, na madrugada desta sexta-feira (21). Henrique Vilhalba Konstansky, Welber Rodrigo Alves Pereira, Maik Cardoso de Oliveira e Jackson Soriano da Silva foram levados para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.
RESUMO
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Quatro homens foram presos em flagrante por furtar fios de cobre de um galpão no Indubrasil, em Campo Grande, na madrugada desta sexta-feira. Henrique Konstansky atuava como vigia, enquanto Welber Pereira, Maik Oliveira e Jackson Silva carregavam os fios. Dois suspeitos fugiram. Todos têm passagens criminais, incluindo tráfico, furto e, no caso de Jackson, suspeita de participação em assassinato.
Equipe da PM (Polícia Militar) foi acionada após denúncias de que dois veículos haviam parado no acostamento e alguns homens desembarcaram para entrar em uma área de mata. No local, a equipe encontrou um Volkswagen Voyage prata e um Chevrolet Onix cinza.
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Os policiais foram ao local e abordaram o Voyage em que estava Henrique Vilhalba Konstansky. Inicialmente, ele alegou que trabalhava como motorista de aplicativo e aguardava uma corrida. Questionado sobre o Onix estacionado ao lado, admitiu que o carro pertencia a um amigo e que o grupo havia ido furtar fios em um galpão próximo.
Henrique confessou que permaneceu no local na função de "olheiro", usando o celular para avisar os comparsas caso a polícia se aproximasse. O aparelho foi apreendido.
Com apoio da Força Tática, os militares foram até o ponto indicado e prenderam Welber Rodrigo Alves Pereira, Maik Cardoso de Oliveira e Jackson Soriano da Silva. Os três estavam com a fiação furtada do galpão. Outros dois suspeitos, identificados apenas como Gustavo e Carlos, fugiram pela mata e os policiais não os localizaram.
O Onix foi levado de guincho para o pátio da 7ª Delegacia de Polícia Civil, enquanto o Voyage foi conduzido por um policial militar até a mesma unidade. Os quatro presos foram entregues na Depac Cepol sem lesões corporais e algemados por medida de segurança.
Histórico
Todos os presos têm registros criminais. Henrique tem passagens por tráfico de drogas, Welber por furto e furto qualificado, e Maik por atacar um policial em dezembro de 2025. Na ocasião, ele atacou o cabo da PM de 45 anos com uma faca durante uma abordagem no cruzamento das ruas América e General Câmara, na Vila Planalto, e acabou baleado.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe da PM (Polícia Militar) foi acionada para atender uma lesão corporal no local que fica em frente a um estabelecimento comercial. O cabo se aproximou do suspeito, que estava parado perto de uma residência, momento em que foi surpreendido com um golpe de faca de cozinha no braço esquerdo, na região do tríceps.
O policial relatou que se identificou como militar e sacou a arma de fogo, mas o homem continuou avançando com a faca. O cabo então reagiu e efetuou dois disparos. Mesmo após ser atingido, o suspeito continuou avançando contra o militar que deu o terceiro tiro.
Ferido e com a faca nas mãos, o homem correu até um hortifrúti próximo, onde tentou se esconder, mas acabou desarmado. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou que ele apresentava duas perfurações na coxa esquerda e uma na perna direita. O suspeito foi encaminhado à Santa Casa consciente e orientado, permanecendo sob escolta policial.
O quarto preso, Jackson, tem diversas passagens por furto e furto qualificado e também figura como suspeito no assassinato de José Santos da Cunha, o "Maranhão". O crime aconteceu em julho deste ano, na região da antiga rodoviária, no bairro Amambaí, em Campo Grande.
Segundo o boletim de ocorrência, a motivação do crime seria uma desavença iniciada na noite anterior ao assassinato. Testemunhas relataram que a vítima teria sido abordada por um grupo que cobrava uma dívida relacionada a drogas ou a produtos furtados.
Uma câmera de segurança registrou o momento em que Maranhão pede socorro. Veja abaixo.
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