Homem que matou esposa e bebê carbonizadas vai a júri em maio
Caso ocorreu em 2025; autor foi preso em flagrante tentando registrar boletim de desaparecimento
João Augusto Borges de Almeida, acusado de matar a esposa, Vanessa Eugênia Medeiros, de 21 anos, e a filha do casal, Sophie Eugênia Borges de Medeiros, de 10 meses, vai a júri popular no dia 27 de maio deste ano, um dia após o crime completar um ano. O caso ocorreu em 26 de maio de 2025, quando os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados em uma área de vegetação na Rua Desembargador Ernesto Borges.
RESUMO
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O autor foi preso enquanto registrava o desaparecimento das vítimas na 6ª Delegacia de Polícia Civil, horas depois. Equipe da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa) foi até o local e realizou a prisão. Em um primeiro momento, João alegou que estava cansado e que “não existia mais química” entre ele e a companheira. Ele também afirmou que não queria pagar pensão.
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Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Vanessa e Sophie foram mortas por asfixia no quarto do casal. Segundo a acusação, João teria agido por motivo torpe, motivado pela rejeição das responsabilidades familiares e pelo ressentimento acumulado ao longo do relacionamento.
O órgão afirma ainda que o réu utilizou meios que dificultaram a defesa de Vanessa, aplicando manobras de imobilização para surpreendê-la. No caso de Sophie, a acusação destaca a completa impossibilidade de defesa, por se tratar de um bebê.
Durante a audiência de instrução e julgamento, realizada em agosto do mesmo ano, o réu afirmou não ter problemas mentais, mas disse que “perdeu a cabeça” após levar um tapa de Vanessa. Segundo ele, a agressão ocorreu quando tentava se despedir da vítima antes de voltar ao trabalho.

“Eu tinha pensado, mas não estava querendo colocar em prática. Eu estava me segurando, mas o tapa foi a faísca”, declarou. Ele confirmou que a ideia de matar a esposa e a filha já existia e que o tapa apenas o fez agir.
Ainda na audiência, João afirmou que não queria matar a filha, alegando ter agido em um momento de descontrole. “Eu não tive controle, eu não queria matar ela, eu queria cuidar dela... mas eu não conseguia enxergar com amor”, disse.
Ele também negou que o crime tenha sido motivado pela intenção de evitar o pagamento de pensão, contrariando o depoimento prestado no momento da prisão, em 27 de maio.
Crime premeditado - Inicialmente, João afirmou na delegacia que havia cometido o crime sob influência de terceiros, versão posteriormente descartada pela investigação. Segundo o delegado Rodolfo Daltro, a polícia trabalha com a hipótese de premeditação.
“Há dois meses, ele relatou a uma testemunha que tinha intenção de matar a esposa e a filha. Como parecia absurdo, a pessoa não levou a sério. Hoje, essa testemunha nos procurou”, afirmou.
Também foram apresentadas mensagens em que o suspeito afirma à testemunha que precisava se desfazer dos corpos rapidamente. “Ele disse: ‘preciso queimar logo os corpos porque vão começar a feder’”, relatou o delegado.
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