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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

18/04/2013 11:05

Hospital do Câncer põe imóveis à venda para pagar dívidas

Aline dos Santos
Nova direção do hospital encontrou R$ 17 milhões em dívidas. (Foto: Marcos Ermínio)Nova direção do hospital encontrou R$ 17 milhões em dívidas. (Foto: Marcos Ermínio)

O Hospital do Câncer de Campo Grande colocou dois terrenos e um imóvel à venda em busca de R$ 1,4 milhão para amortizar a dívida. Ao assumir o comando da unidade, que é administrada pela Fundação Carmem Prudente, a nova direção encontrou R$ 17,7 milhões em débitos.

“Colocamos à venda os imóveis do hospital que não estão sendo utilizados”, afirma o diretor-presidente Carlos Alberto Moraes Coimbra. Os terreno, que são próximos,ficam localizados na avenida Mato Grosso e rua Caliandra. De acordo com o diretor, o valor de mercado é de R$ 900 mil. Já a casa fica na rua Margarete, Vila Maciel.

A operação será concretizada mediante aprovação do Conselho Curador do hospital e do MPE (Ministério Público Estadual).

Da dívida, o maior valor é de R$ 14 milhões, que corresponde a empréstimo com a Caixa Econômica Federal. O dinheiro foi aplicado na compra de terreno para ampliar o hospital. O valor inicial era de R$ 9,2 milhões para compra da área e R$ 1,3 milhão para saldo da obra.

No entanto, em agosto de 2012, o contrato foi revisto, sem aval do Conselho Curador, e o valor alterado para R$ 14 milhões. Conforme a nova direção, a revisão foi assinada pelo então diretor-geral Adalberto Abrão Siufi e sua filha Betina Moraes Siufi Hilger, que foi demitida do cargo de administradora do hospital.

Siufi foi afastado após a operação Sangue Frio, realizada pela PF (Polícia Federal) no dia 19 de março, e decisão judicial. A dívida do hospital ainda inclui pagamentos vencidos a fornecedores, medicamentos, outros dois empréstimos bancários e honorários.

Com os médicos, a dívida entre outubro e fevereiro chega a R$ 991 mil. Entre janeiro e fevereiro deste ano, o débito acumulado com os plantonistas do CTI (Centro de Terapia Intensiva) era de R$ 160 mil.

 



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