Influencer que vendia 'shampoo bomba' paga fiança de R$ 4,8 mil
Juiz também determinou a suspensão imediata das atividades da médica veterinária e prisão domiciliar
A médica veterinária Raylane Diba Ferrari, de 30 anos, presa em flagrante em Campo Grande por vender shampoo de cavalo como cosméticos para humanos, foi solta após pagar fiança de R$ 4.863,00 na manhã desta terça-feira (5), durante audiência de custódia.
RESUMO
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Veterinária presa em Campo Grande por vender shampoo de cavalo como cosmético humano foi solta após pagar fiança de R$ 4.863,00. O juiz suspendeu suas atividades profissionais e determinou prisão domiciliar com comparecimento mensal à Justiça. Foram apreendidos 65 frascos adulterados em seu pet shop. As investigações partiram de denúncia ao CRMV-MS após produtos serem vendidos em redes sociais para clientes de vários estados.
Além do pagamento em dinheiro, o juiz Marcus Abreu de Magalhães determinou a suspensão imediata do exercício da atividade profissional de Raylane. A medida veta qualquer atividade intelectual vinculada à medicina veterinária, e o conselho de classe da categoria deverá ser oficiado sobre a decisão.
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Durante a audiência, o Ministério Público manifestou-se favoravelmente à concessão da liberdade provisória mediante cautelares. A defesa da veterinária realizou o pagamento da fiança via PIX logo após a decisão judicial para agilizar a soltura.
Os advogados de Rayane, Ângelo Lourenzo D’Amico Bezerra e Gervásio Afonso de Oliveira Neto, alegaram em pedido de liberdade que a veterinária sofre de claustrofobia e que a condição psicológica poderia se agravar significativamente com a permanência da veterinária no ambiente carcerário, podendo desencadear crises de ansiedade, sensação de sufocamento e pânico.
A veterinária deve ainda comparecer em juízo mensalmente e ficará em prisão domiciliar. O alvará foi expedido e cumprido assim que o pagamento da fiança foi efetuado.
Prisão
Raylane foi presa nesta segunda-feira (4) após investigação da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), que apontou que o pet shop dela, no Bairro Universitário, funcionava como uma espécie de “fábrica” de cosméticos irregulares.
De acordo com o delegado Wilton Vilas Boas, responsável pelo caso, foram apreendidos ao menos 65 frascos de produtos adulterados, feitos a partir da mistura de substâncias veterinárias e vendidos como itens de uso humano, como tônicos capilares e pomadas.
As investigações começaram após denúncia ao CRMV-MS (Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul) e indicam que os produtos eram divulgados nas redes sociais da influenciadora, que acumula milhares de seguidores e comercializava as fórmulas para clientes de vários estados.
Raylane optou por ficar em silêncio durante o depoimento e aguarda audiência de custódia.


