Influencer presa por “shampoo bomba” alega claustrofobia e pede liberdade
Defesa solicitou antecipação da custódia e diz que veterinária não oferece risco "à ordem pública"
A médica veterinária e influenciadora Raylane Diba Ferrari, presa em flagrante em Campo Grande por vender shampoo de cavalo como cosméticos para humanos, alegou sofrer de claustrofobia e pediu à Justiça a concessão de liberdade provisória em caráter de urgência.
RESUMO
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Raylane Diba Ferrari, médica veterinária e influenciadora presa em Campo Grande por vender shampoo de cavalo como cosmético humano, pediu liberdade provisória alegando claustrofobia. A defesa argumenta que o cárcere pode agravar sua condição psicológica e destacou que ela é mãe de uma criança de 2 anos, ré primária e tem residência fixa. A veterinária foi presa após investigação que apreendeu 65 frascos de produtos adulterados vendidos nas redes sociais.
Segundo a defesa, assinada pelos advogados Ângelo Lourenzo D’Amico Bezerra e Gervásio Afonso de Oliveira Neto, a condição psicológica pode se agravar significativamente com a permanência da veterinária no ambiente carcerário, podendo desencadear crises de ansiedade, sensação de sufocamento e pânico.
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Os defensores sustentam que o cárcere, por ser um ambiente fechado e de ventilação limitada, representa risco concreto à integridade psíquica da investigada. Eles ainda pontuam que Raylane tem uma filha de 2 anos.
“Tais circunstâncias configuram situação excepcional, apta a justificar a antecipação da audiência de custódia, como forma de assegurar a análise imediata da legalidade e necessidade da prisão”, diz o documento.
Com isso, os advogados pedem o relaxamento da prisão, a concessão da liberdade provisória ou a aplicação de medidas cautelares.
“No caso em tela, a condição de mãe de criança pequena, aliada à condição de saúde (claustrofobia), reforça a necessidade de imediata intervenção judicial. Salienta-se, ainda, que a custodiada é ré primária, não possuindo antecedentes criminais, conforme se extrai dos autos, além de possuir residência fixa e exercer atividade lícita, circunstâncias que evidenciam suas condições pessoais favoráveis e afastam qualquer risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal”, explicam.
O pet shop da influencer permaneceu fechado na manhã desta terça-feira (5). Equipe do Campo Grande News esteve no local por volta das 8h15, mas vizinhos optaram por não comentar sobre a prisão da veterinária. Eles alegaram que nunca compraram nada no local.
Prisão
Raylane foi presa nesta segunda-feira (4) após investigação da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), que apontou que o pet shop dela, no Bairro Universitário, funcionava como uma espécie de “fábrica” de cosméticos irregulares.
De acordo com o delegado Wilton Vilas Boas, responsável pelo caso, foram apreendidos ao menos 65 frascos de produtos adulterados, feitos a partir da mistura de substâncias veterinárias e vendidos como itens de uso humano, como tônicos capilares e pomadas.
As investigações começaram após denúncia ao CRMV-MS (Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul) e indicam que os produtos eram divulgados nas redes sociais da influenciadora, que acumula milhares de seguidores e comercializava as fórmulas para clientes de vários estados.
Raylane optou por ficar em silêncio durante o depoimento e aguarda audiência de custódia.
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