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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

09/07/2011 14:00

Insegurança assombra pequenos comércios de Campo Grande

Paulo Fernandes e Viviane Oliveira
Tristeza sem fim: um ano depois, Lucília Maria da Cruz ainda chora a morte do marido (Foto: João Garrigó)Tristeza sem fim: um ano depois, Lucília Maria da Cruz ainda chora a morte do marido (Foto: João Garrigó)

“Quando eu começo a pensar no que aconteceu, eu choro, mas eu não posso me entregar. Eu tenho que ter força para trabalhar”. A frase é de Lucília Maria da Cruz, de 54 anos, que perdeu o marido, Valdemir João da Cruz, de 59 anos, em um assalto há mais de um ano, na avenida das Bandeiras, Vila Nhá Nhá, em Campo Grande.

A tragédia que nunca saiu da cabeça de Lucília e dos filhos não é um caso isolado. Na última terça-feira, o gerente do Mercado Souza, Carlos Expedito Ferreira Boccia, de 41 anos, morreu em um assalto, no estabelecimento que fica no bairro Taveirópolis.

“Quando fiquei sabendo desse assalto, fiquei muito mal e triste”, conta Lucília. “Achei certa a reação do policial, mas infelizmente um inocente morreu. Agora não pode achar certo não reagir, porque se não os bandidos vão tomar conta dos comércios”.

Nos dois casos, os mercados já haviam sido assaltados muitas vezes. Carlos Expedito foi morto no 9º assalto ao mercado no bairro Taveirópolis e Valdemir no 10º roubo ao estabelecimento da Vila Nhá Nhá.

Lucila manteve o mercado funcionando. “Desde o dia que o enterrei, eu trabalho dia e noite. Hoje, eu fecho o comércio às 19h, trabalho o tempo todo com medo e só continuo por Deus e porque eu preciso”, disse.

Nem mesmo a tragédia interrompeu os assaltos ao mercado. Dez meses depois, o mercado foi roubado novamente. Os ladrões levaram conhaque, cigarro e duas peças inteiras de carne.

Mesmo após os roubos, Lucília não contratou segurança por falta de dinheiro e porque não acredita que isso soluciona o problema, já que o profissional pode ser rendido pelo assaltante. “Vai que esse pai de família morre aqui no estabelecimento?”.

O mercado existe há 22 anos. Há 15, Lucília tem notado um aumento na onda de assaltos.

O assalto que tirou a vida de Valdemar aconteceu pouco antes das 20h. Encapuzados, os criminosos chegaram numa moto e renderam um açougueiro, que estava na porta.

Mercado na Vila Nhá Nhá ainda tem marca de tiro de um dos 10 assaltos (Foto: João Garrigó)Mercado na Vila Nhá Nhá ainda tem marca de tiro de um dos 10 assaltos (Foto: João Garrigó)

Acuado, o açougueiro indicou que o dinheiro estaria com a Lucília. Prontamente ela foi para o caixa pegar.

Foi quando Valdemir saiu do banheiro, viu que estava acontecendo o assalto e resolveu reagir. Mas ele só viu um dos assaltantes.

O dono do mercado agarrou o pescoço do assaltante e levou-o para fora. “Ele nunca tinha reagido a um assalto antes”, conta a esposa.

Ao ver a reação, o outro assaltante também saiu do mercado e deu três tiros na direção dele. Dois disparos acertaram Valdemir no tórax, pouco acima da cintura.

Lucília, então, quebrou um banquinho de madeira na cabeça de um dos assaltantes.

Um dos filhos do casal colocou Valdemir no carro e levou para o hospital. O pai de família não resistiu e morreu à meia-noite, com hemorragia interna.

Até hoje, ninguém foi preso pelo crime. “Sempre que vem algum policial, eles dizem que ainda estão investigando”, conta a esposa.



Segurança só para alguns mercados "bacanas" da área central.Os bairros estão esquecidos pela segurança pública.Viatura está igual à lobisomem:todos falam que existem, mas ninguém vê...
 
wilson gonzaga em 10/07/2011 09:55:03
Ai na calada da noite aprovam uma Lei Penal !QUE NAO DA CADEIA! Num Pais onde o codigo penal e uma piada hoje serve para beneficiar bandido, ESSES POLITICOS ESTAO TRANSFERINDO PARA A POPULACAO UMA OBRIGACAO DO ESTADO NAO DERAM CONTA DE ADMINISTRAR A POPULACAO CARCERARIA AGORA ESTAO TRANSFERINDO PARA A POPULACAO QUE TRABALHA, PAGA IMPOSTOS (CAROS)!!!! COM SAUDE FALIDA , SEGURANCA PUBLICA FALIDA, E UM JUDICIARIO QUE A JUSTICA SO FUNCIONA PARA OS MENOS FAVORECIDOS SO DE EXEMPLO O CASO BRUNO E OUTROS FACEIS DE CITAR
 
aparecida rocha em 10/07/2011 06:55:19
O pior é que desarmaram os homens de bem e deixaram os bandidos livres com um paraguay de fronteira aberta para vender armas ao bel prazer. O poder publico brinca de policia e ladrão, já que prende hoje e solta amanhã, os politicos não conseguiram fazer o dever para o qual recebem bem, mudar o código penal e principalmente a lei de execução penal, deviam acabar com todas as regalias e progressões. No fim não existe segurança ao cidadão comum, a policia militar está voltada pra multar no transito, a policia civil está despreparada, sem recursos materiais e humanos para investigação. O MP está inerte e complacente com o governo corruptível...a justiça está lenta e falida moralmente...é o caos, não sei como a anarquia ainda não se instalou pela bandidagem...no RJ quase conseguiram.
 
Eddie Alessandro Miranda em 09/07/2011 11:36:30
Pois é Sra. Lucilia, os adolescentes, como estão sendo tratados os marginais que assaltam em Campo Grande, estão ganhando força nas instituições e na sociedade organizada, portanto, se prepare porque a coisa vai piorar.
 
jorge.souza em 09/07/2011 10:46:05
É uma situação triste e só que apóia as atitudes de um policial é quem já foi vítima e sabe que estórias é uma coisa e fatos são outras.
 
Ezio José em 09/07/2011 09:56:18
Muito triste ver isso acontecendo....conheci o Valdemir, amigo de minha família, uma pessoa muito trabalhadora. Não merecia isso.
Desejo força para a família.
 
Lilian Teixeira em 09/07/2011 08:45:46
Está chegando a hora em que a sociedade de bem irá se revoltar e começar uma faxina na cidade, estamos precisando nos livrar da escória, o que não presta tem que ser descartado.
 
Luciano Bandeira em 09/07/2011 08:25:32
Infelizmente a Segurança Pública de nosso Estado necessita, ungentemente de uma reengenharia. Já ficou comprovado que não é o aumento de número de viaturas ou de equipamentos que diminue a insegurança. Quem sabe se não é a adoção de uma estrategia adequada, onde seja utilizado um sistema de monitoramento científico da criminalidade. A idéia tem por base a reincidência dos crimes e o modo de como são praticados. A reportagem é bem clara, no que tange a repetição. Ontém assistimos um delegado declarar que o PM não agiu dentro dos padrões de um técnico de segurança pública, quando de folga agiu em um assalto em um mercado. isto denota a divisão que vive a Segurança Pública, quando a Polícia Militar e a Polícia Civil não se entendem. Este ano aconteceram várias situações entras as duas instituíções que enfraquecem suas atuações, no que se aproveitam os criminosos.
 
coronel ivan de almeida em 09/07/2011 08:02:34
ENQUANTO ISSO O CONGRESO APROVA A LEI DA FIANÇA QUE COLOCA 3000 PRESIDIARIOS NAS RUAS SÓ EM MS.E AÍ A CULPA DA CRESCENTE ONDA DE ASSALTOS SÓ CAI NAS COSTAS DA POLICIA...
 
edmur conceição de paula em 09/07/2011 05:54:40
Nesses dois casos o que impere?
A impunidade,a diferença e que um policial mal preparado atirou na hora errada.
precisa ter leis mais rigidas,pena de morte,no brasil tudo e facil, ate pagar pelos crimes
 
Edson Carlos em 09/07/2011 05:45:48
em 22 anos de empresa esta empresaria pagou milhoes de impostos,mas na segurança dela o estado nao deu neuhum centavo de retorno,vale a pena acreditar na segurança?
 
DANIEL SOARES em 09/07/2011 04:25:07
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