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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

06/06/2011 12:37

Invasores da área da Emha dizem que querem apenas regularização do terreno

Ítalo Milhomem
Tião da Horta afirma que as famílias só querem a regularização dos lotes já utilizados. (Foto: Simão Nogueira).Tião da Horta afirma que as famílias só querem a regularização dos lotes já utilizados. (Foto: Simão Nogueira).
Elza Maria Primo, de 62 anos, vive de favor na casa da filha e espera há 5 anos pela casa popular. (Simão Nogueira)Elza Maria Primo, de 62 anos, vive de favor na casa da filha e espera há 5 anos pela casa popular. (Simão Nogueira)

Membros da Associação de horti-fruti granjeiros das Moreninhas II e IV, acusados de invadir área de 25 hectares da prefeitura para construir barracos de madeira e casas de alvenaria, alegam que querem apenas legalizar os terrenos para ter suas casas próprias. Hoje cerca de 100, dos 400 associados, acampam no local.

Segundo o presidente da associação, Sebastião Martins Vieira, conhecido como “Tião da Horta”, há cerca de quatro meses, o presidente da Emha ( Empresa Municipal de Habitação), Paulo Matos, teria declarado na rádio comunitária que as hortas e plantações seriam desfeitas para construção de casas populares.

Ele relata que uma assistente social foi até o local e mapeou 65 famílias, que residem atualmente na área. Quando os outros associados, que trabalham há mais de dez anos na área ficaram sabendo resolveram construir barracos para tentar legalizar a área onde já trabalham, construir casas e sair do aluguel.

“Ninguém tá pedindo nada de graça, queremos a legalização dos terrenos. Iremos pagar por isso e depois iremos construir as casas. O contrato com a prefeitura está vencido, eu confesso, mas não dá para segurar a vontade dos associados, que não tem casa”, conta Tião.

“Perguntei para a mulher da Emha, como ficariam os associados que trabalham na horta, ela respondeu que só trabalham com a questão da moradia e não com hortas. Agora estou esperando uma reunião marcada com presidente da Emha hoje a tarde”.

Na área, algumas hortas de salsinha, cebolinha, mandioca, milho e até uma plantação de eucalipto é encontrada. No entanto, grande parte do que era produtivo, agora está sendo preparado para se tornar moradias.

Denise dos Santos, de 27 anos, mora há 2 anos, com o marido e um casal de filhos bem na entrada, era a horta. Ela conta que desde os 17 anos trabalha no local e resolveu construir o barraco e fixar residência na área porque gastava muito com aluguel. A família dela foi uma das 65, que foram cadastradas pela assistente social da Emha e esperam ser remanejadas para as futuras casas populares.

Mais ao fundo da área, a aposentada Elza Maria Primo, de 62 anos, comentou que trabalha a mais dez anos na horta comunitária e hoje vive de favor junto da filha caçula na casa de outra filha, enquanto o marido trabalha na fazenda.

“A maioria do pessoal que está aqui (associados) tem cadastro na Emha, Agehab, mas ninguém conseguiu a casa ainda. Se tiver que sair, vamos sair, mas temos que lugar por aquilo que nós queremos”, comenta Elza mostrando cadastro do marido na Agehab.

Tião, que é filiado ao PDT se defende das acusações de uso político da situação e afirma que não será candidato a nenhum cargo nas próximas eleições. Como um dos líderes da ocupação, ele teme a desocupação dos lotes da antiga horta comunitária com força policial, e conta que nas últimas noites uma ronda da guarda municipal e da polícia militar circulou pelo local, que fica aos fundos do Parque Jacques de Luz.

Prefeitura - o presidente da Emha, Paulo Matos afirmou, que vai entrar ainda nesta segunda-feira (6), com uma acão pedindo a reintegração de posse da área para que o projeto de construção de casas populares não seja inviabilizado.

“Essa associação esta extinta há muitos anos, estava abandonada e a propriedade é da Emha. Em 2009, fui nas Moreninhas, conversamos com a população, fizemos enquete na rádio, e decidimos com a população pelo projeto das casas. Temos famílias da região do “linhão”, que vivem em baixo da rede de alta tensão, e outras áreas de risco. Fui ao governo federal conseguir recursos e agora, de sexta-feira pra cá, o Tião da Horta, está tentando lubridiar as pessoas, dizendo que quem entrar no terreno, vai ganhar casa. Mas já temos, com denúncias de vendas de casas, que estão sendo apuradas”, comentou Mattos.

Segundo o secretário da habitação do município, serão construídas 486 casas populares para atender a demanda da região, que irão gerar 2 mil empregos durante a obra, que será realizada pelo PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento) II. Serão investidos R$ 24 milhões na construção das casas, pavimentação asfáltica, implantação da rede de água, esgoto e energia, além de equipamentos urbanos como praças, creches e escola.

“O Tião não é prefeito de Campo Grande e não dono da área. Nós temos tentado coibir essas ações de venda irregular de lotes, mas tem algumas pessoas inocentes que são induzidas pelo erro. Ele não pode mandar entrar ou o município terá que pedir permissão para fazer suas ações”, critica Matos.

Porque inviabiliza a construção da obrar, já estamos buscando recurso para construção de mais 800 casas, que são suficientes para atender a demanda da região. Essas vao ser contempladas dentro do programa.

Matos afirma que já está sendo preparado outro projeto para construção de mais 800 casas populares na mesma região das Moreninhas.



Eu estive no local, acompanhei a construção de alguns "barracos", realmente algumas pessoas não precisavam da terra, mas a grande maioria não tem a menor condição de viver, vivem de favor, passam horas na rua procurando algo para reciclagem, é fácil apontar o pobre, dificil é viver a vida dele. Isso ai aconteceu por pura briga politica, se não fosse o Sr. Bezerrinha o Sr. Chiquinho Teles e outros mais, ficarem alfinetando o Sr. Prefeito na rádio comunitária, que aliás de comunitária não tem nada, pois cobram por seus horários. Nada disso teria acontecido, sim não é certo querer passar a frente de outras pessoas que estão na fila. Mas pense, há pessoas que são cadastradas na EMHA e atualmente moram no Nova Lima, é justo ganhar a chave de uma casa nas Moreninhas? E como fica a população da região? Uma comunidade unida. Foi invasão de terrada prefeitura? Engraçado que do nada apareceu um projeto de casa popular para a terra "invadida", um projeto que antes não existia, outra coisa também o Sr. Prefeito no dia 07/06/2011 decidiu desintegrar os "invasores" e no outro dia logo pela manhã a tropa de choque e demais já estavam no local, com ordem de despejo e o prazo de 1 hora para desocupação do local. Adimiro o prazo para desocupação "1 hora", isso ai é para não falar que não foi dado prazo? Ou foi uma visita com uma garrafa de whisky que o Sr. Prefeito fez a noite para o juiz que assinou a carta?. Vou parar por aqui, eu tenho meu teto, meu emprego e minha condução. minha mensagem final é "População, avaliem bem seus votos e não se esqueçam que as promessas começam desde já, 2012 é ano de eleição!". Se alguém tiver a capacidade de responder as minhas indagações, estarei 24h, ligado no campo grande news.
 
Gustavo Henrique em 08/06/2011 10:42:50
vai cuidar das suas vidas todos aqueles que vivem as custas dos velhos que sao seus pais
 
RICARDO DUARTE DE SOUZA em 07/06/2011 10:43:21
quem esta la sao pessoas que tem necessidade a emha nem ta precisando quem esta criticando as pessoas e quem nao precisa de um lugar para sobreviver
 
jose araujo fernandes em 07/06/2011 08:04:21
Só temos que ver que na emha as coisas não funcionam certo, pois porque o sorteio das casas não é divulgado publicamente. feito com as pessoas vendo. tem muita coisa errada aí. as pessoas acabam tomando estas atitudes para tentar ter uma moradia
 
joao matos em 07/06/2011 07:53:41
Muitas destas pessoas que estão pedindo um pedaço de terra são golpistas, pois varias delas tem casas e carros e ainda mentem para adquirir mais terra, gostaria que as autoridades verificasse melhor essas pessoas que dizem que são sem teto mais na verdade estão querendo se aproveitar da situação, enquanto na verdade existem pessoas necessitadas que não tem nada, você acha que do dia pra noite estas pessoas contruiram suas casas, se não tinham de ondem tirar!!!Como podem fazer construções se não tem condições!!!. Autoridades verifiquem isto pois se der pra muito, vcs podem passar daqui uns anos que esta mesmas pessoas não estaram morando mais neste local, pois já venderam ou trocaram, cuidado com esta pessoas que só aproveitam da situação.
 
Carla Souza em 06/06/2011 11:52:14
Mandar a Guarda Municipal pra lá e dar jeito na área, isso não pode ocorrer mais no país.
 
jorge castro em 06/06/2011 07:05:37
Não tem que legalizar nada, tem que prevalecer o cronograma da Prefeitura, reintegrar a posse e apenar quem transgrediu a Lei. Não podemos continuar vendo a ascenção das nulidades. Até quando a lei vai ser pisada por pseudos "líderes" que utilizam pessoas que as vezes nem precisam, mas com promessas de futuros cargos políticos, entram na turba da desordem.
 
Valter Oliveira em 06/06/2011 02:29:14
Muito me admira essas pessoas ainda acharem que estão certas, invadindo áreas alheias, como ladrões de terras. E ainda se acham no direito de terem seu crime legalizado!!!! Vão trabalhar, criar vergonha na cara e assim comprar seus próprios imóveis, ou pagar dignamente seu aluguel, como todo cidadão de bem faz, e não tentar roubar o que não lhes pertence e depois ainda querer que a prefeitura coadune com sua vilania.
 
Manoel Lobato em 06/06/2011 02:29:02
Cambada de delinquentes, "não estamos pedindo nada de graça", só a regularização de uma invasão de área que não lhes pertence. Eles que entrem na fila da EMHA, atrás de tantas outras famílias que estão há anos esperando pra sair do aluguel de maneira legal e digna. É pra acabar, mesmo!!!
 
ana oliver em 06/06/2011 02:20:32
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