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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

23/03/2011 10:40

Invasores são notificados a deixarem residencial na Cidade de Deus

Nadyenka Castro e Ricardo Campos Jr.

O prazo é de 10 dias

Meire, de blusa vermelha, disse que não vai obedecer a decisão judicial. (Foto: Simão Nogueira)Meire, de blusa vermelha, disse que não vai obedecer a decisão judicial. (Foto: Simão Nogueira)

Dezesseis familias foram notificadas a deixar as casas que invadiram no residencial Pedro Teruel, construído para abrigar moradores da favela Cidade de Deus, em Campo Grande.

O documento assinado pela juíza Maria Izabel de Matos Rocha, em substituição na 6ª Vara de Fazenda e Registro Público, determina que estas pessoas saiam das casas em 10 dias.

Dois dos invasores, os irmãos Silvana e Júlio César da Silva, dizem que não vai deixar os imóveis que estão morando.

Os dois e Letícia Aparecida da Silva, 23 anos, também irmã de Silvana e Júlio, são apontados pela Emha (Empresa Municipal de Habitação) como os responsáveis pelas invasões.

No entanto, Letícia não invadiu nenhum imóvel. “Eu não invadi casa alguma. Estou no meu barraco ainda”, declarou.

Meire da Silva Batista, 29 anos, é outra invasora e disse que também não vai obedecer a ordem judicial. "A gente vai continuar dentro da casa. Se todos se unirem e resistir, vão ter que matar todo mundo".

Moradores da favela acusam a Emha de forjar o sorteio das primeiras 68 residências entregando imóveis para pessoas que não moravam no local.

Declaram ainda que um funcionário da Emha esteve na favela e disse que o órgão municipal iria dar materiais para que eles construíssem casas no terreno dos barracos.

Ao receberem a notificação de saída da casa, de mãos de representantes da Emha, os moradores disseram sobre a promessa e foram questionados se tinham alguma prova do que havia sido prometido.

A primeira fase do residencial Pedro Teruel foi inaugurada há três meses, sendo que 60 dias depois houve a invasão.

Resposta - O Campo Grande News tentou falar com o presidente da Emha Paulo Matos para falar sobre o assunto mas não conseguiu contatá-lo pelo celular.

Na reportagem publicada no último dia 24 de fevereiro ele disse, a respeito de uma possível fraude nna distribuição das casas, que o processo de sorteio e cadastro foi feito de forma transparente e todas as famílias beneficiadas eram moradoras da favela Cidade de Deus.

De acordo com ele, o número de famílias cadastradas no bairro é de 207 e o projeto vai abranger 362 residências que serão concluídas em etapas.

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Acho que tinha que ter menos burocracia, se terminaram de fazer as casas a 3 meses,
porque tanta demora pra entregar? Aí da no que deu....
 
Rosangela Carvalho em 24/03/2011 09:41:45
certamente existem os aproveitadores, a maioria vende as casas que receberao e voltam para as favelas e beira de corregos para serem mais uma vez benefeciados.
 
Leandro Paraná em 24/03/2011 08:22:46
Eu sei bem o que essas famílias estão passando, é uma situação desoladora você ver as casas prontas, saber q fez a inscrição e não ter a certeza se vai ou não ser contemplado com uma moradia, mas nada justifica o uso da força, e como foi mencionado em outro comentário com certeza a famílias necessitadas q precisam da moradia o mais breve possível como também a aproveitadores que querem tirar alguma vantagem da situação. Mas volta a dizer a força bruta não é o melhor remédio, e com esse tipo de atitude as obras acabam se retardando ainda mais, é difícil mais essas famílias tem que ter um pouco mais de paciência e displicência nas suas atitudes, tem que se regulamentar aos requisitos da (emha, agehab) e agir dentro da lei porque só dessa forma terão seus imóveis de forma correta e poderão viver em paz com suas famílias sem a duvida se serão retiradas ou não do imóvel.
 
willian miranda em 24/03/2011 08:00:10
Olha, não culpo essas pessoas, pois quando voce esta inscrito nesses orgãos (emha, agehab) o que mais tem á falta de informação ou informações desencontradas. É nao existe transparencia nenhuma e nem garantia de que as casas vão para os inscritos, esses atos são consequencia do medo que essas familias tem de ficar de fora do programa. pessoas leigas, sem estudo agem dessa forma pois só conhecem a lei da força.
 
leticia mello em 23/03/2011 12:04:52
Essas pessoas com certeza são bastante necessitadas, mas isso não dá direito algum de que elas invadam propriedades que não pertencem a elas. Até onde eu li, essas casas eram para os moradores do Dom Antônio, se essas famílias moram lá, porque não esperar a entrega? Agora... Se elas não moram lá, já são outros 500s.
 
Rosângela Murtinho em 23/03/2011 11:08:54
Existem necessitados, como também aproveitadores. Como não estão respeitando as Leis, devem ser retirados e responsabilizados pelo ato que cometeram. Não se deve tolerar atos semelhantes, pois apesar de parecer, o Brasil não é terra sem Lei.
 
valter antunes em 23/03/2011 05:20:11
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