Justiça impõe fiança de R$ 16.210 e solta policial alvo da PF por contrabando
Para juiz, Célio Monteiro, o “Manga Rosa”, não precisa de tornozeleira eletrônica
O juiz federal da 5ª Vara de Campo Grande, Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, concedeu liberdade provisória para o policial civil Célio Rodrigues Monteiro. Ele foi preso na última quarta-feira (dia 18) na operação Iscariotes, em que a PF (Polícia Federal) investiga esquema milionário de contrabando. Na carreira, o policial já foi alvo de três operações.
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A Justiça Federal concedeu liberdade provisória ao policial civil Célio Rodrigues Monteiro, preso na operação Iscariotes da Polícia Federal, mediante pagamento de fiança de R$ 16.210. O investigador, que já foi alvo de três operações policiais, é suspeito de participar de esquema milionário de contrabando. Entre as medidas cautelares impostas estão o comparecimento periódico em juízo e a proibição de se ausentar de Campo Grande, exceto a trabalho. Monteiro, que recebe salário de R$ 14.169,84, foi afastado do cargo pela Corregedoria da Polícia Civil e é investigado por contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e corrupção.
O magistrado determinou as seguintes medidas cautelares: pagamento de fiança de 10 salários-mínimos (R$ 16.210), comparecimento periódico em juízo, não praticar crimes ou contravenções penais e se ausentar de Campo Grande somente para trabalhar. Contudo, Célio já foi afastado do cargo pela Corregedoria da Polícia Civil.
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A defesa alegou que faltava contemporaneidade para a prisão, pois os últimos indícios de envolvimento nos fatos criminosos foram colhidos em abril de 2024, muito distante da ordem de prisão preventiva, além de “prova reciclada" de outras apurações e falta de individualização da conduta.
Já o MPF (Ministério Público Federal) manifestou-se pela imposição de monitoração eletrônica, fiança no valor de R$ 50 mil e comparecimento periódico em juízo.
Para o magistrado, a monitoração eletrônica é desnecessária. “É esperado que as medidas cautelares já decretadas no bojo do pedido de prisão preventiva, dentre as quais a prisão dos supostos líderes, seja suficiente para interromper o fluxo de mercadorias descaminhadas e, consequentemente, a atuação da orcrim [organização criminosa]”.
Conforme o Portal da Transparência do Governo de Mato Grosso do Sul, Célio tem salário de R$ 14.169,84.
Segundo a PF, a organização criminosa, investigada na Operação Iscariotes, contava com a participação de agentes vinculados a órgãos de segurança pública (aposentados e da ativa).
Eles atuavam desde o fornecimento e monitoramento indevido de informações sigilosas extraídas de sistemas policiais oficiais até o transporte físico das mercadorias, com aparente utilização da função pública para favorecer a atuação do grupo. A suspeita é de esquema de contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e corrupção.
Colecionando operações - Em 2020, Célio, conhecido como “Manga Rosa”, foi alvo de mandado de prisão da operação Omertà. Ele foi acusado de lavagem de dinheiro do grupo ligado à exploração do jogo do bicho, mas acabou sendo inocentado em primeiro e segundo graus.
No ano de 2024, o investigador foi alvo da Operação Snow. A investigação contra o tráfico de cocaína teve flagrante de Célio conversando com o traficante Douglas Oliveira Santanader, o “Dodô”, em frente à 5ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, no dia 23 de novembro de 2023. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Célio.
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