Justiça manda Vigilância inspecionar CRS Tiradentes 1 ano após falta d'água
Funcionários relatam que o problema atual são aparelhos de ar-condicionado que não funcionam

A Justiça decidiu ontem (28) que o CRS (Centro Regional de Saúde) Tiradentes, em Campo Grande, deverá receber uma inspeção da Vigilância Sanitária Estadual para apurar problemas estruturais que levaram à falta d'água se arrastar por quatro dias no local, há um ano, além de analisar as atuais condições sanitárias e de higiene na unidade.
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A visita deverá ser feita no prazo de 60 dias e um relatório encaminhado à Justiça com todas as descrições necessárias.
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De acordo com apuração da reportagem junto a funcionários, a falta d'água não é mais um problema. Outro que persistiu no último ano e ainda é enfrentado são aparelhos de ar-condicionado que não funcionam, o que impacta o conforto térmico durante o trabalho dos profissionais de saúde e a própria saúde dos pacientes, principalmente durante ondas de calor como a que a Capital enfrentou entre sábado (26) e ontem.
A reportagem questionou a Prefeitura da Capital sobre as condições em que a unidade opera e aguarda retorno para acrescentar à matéria.
Processo - A decisão da Justiça foi dada em ação coletiva movida pelo Sinmed (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) em outubro do ano passado, logo após ser informado que o CRS passou dias sem água, enquanto servidores improvisavam para atender à alta demanda da unidade. Os médicos chegaram a paralisar o atendimento por algumas horas por falta de condições mínimas de trabalho.
Conforme informou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) à época, a falha no abastecimento teve relação com um problema no encanamento do CRS, que foi resolvido posteriormente por empresa terceirizada. O fornecimento por parte da concessionária estava normal.
O Ministério Público Estadual é parte da ação e apoiou a continuidade do processo e a produção de provas por meio da inspeção, mesmo após a resolução do problema pontualmente pela Secretaria, entendendo que "[...] a pretensão deduzida na presente ação coletiva não se limita ao restabelecimento episódico do abastecimento, mas objetiva assegurar condições permanentes, adequadas e seguras de funcionamento da unidade pública de saúde, evitando a repetição de falhas estruturais capazes de comprometer serviço essencial".
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