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Capital

Justiça mantém presos homens que mataram mulheres com crueldade

Casos são distintos, mas ocorreram na mesma noite e chamaram atenção pelos requintes de crueldade

Por Dayene Paz | 25/03/2024 12:16
Renata e Dayane foram mortas em intervalo de cerca de 3 horas, na Capital. (Foto/Montagem)
Renata e Dayane foram mortas em intervalo de cerca de 3 horas, na Capital. (Foto/Montagem)

A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu manter a prisão de dois homens acusados de feminicídios, em Campo Grande. Os casos são distintos, mas ocorreram na mesma noite, sexta-feira (22), e chamaram atenção pelos requintes de crueldade dos assassinos.

João Bosco Campos Widal, 36 anos, matou a irmã, Renata Andrade de Campos Widal, 39, a pedradas e quase degolada com serrote, no Jardim Centenário. Já Thiago Echeverria Ribeiro, 28 anos, esfaqueou a esposa, Dayane Xavier da Silva, 29. Um dos paramédicos estimou que a vítima perdeu cerca 1,5 litro de sangue.

Segundo a delegada que está à frente das investigações, Rafaela Lobato, da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), eles foram presos em flagrante e então foi feito o pedido de prisão preventiva à Justiça, ou seja, sem prazo para terminar. O juiz acolheu o pedido e os dois acusados já estão em presídio da Capital.

No primeiro caso, inicialmente o autor negou o crime, informando que quatro homens armados entraram na residência no Jardim Centenário e mataram a irmã dele. Calmo e sem demonstrar reação, João Bosco chegou a detalhar a fisionomia dos supostos agressores. “A história não batia com os relatos das testemunhas”, disse a delegada.

Ao ser confrontado, o irmão tentou dar várias justificativas, mas acabou confessando. A mãe dos irmãos não estava em casa no momento do crime. Ela chegou e encontrou Renata morta com o rosto desfigurado e com o pescoço quase degolado. João Bosco, que confessou o crime, não tinha passagem pela polícia.

Segundo depoimento da mãe dos dois, o filho possui histórico de uso de drogas no passado e nos últimos dias estava muito agressivo. “O autor confessou que matou, estava ansioso, nervoso e apresentou várias justificativas para o crime”, disse Rafaela. O irmão estima que tenha dado cerca de 20 pedradas em Renata, principalmente no rosto.

Ontem, vizinhos relataram ao Campo Grande News que João Bosco fazia uso de remédios controlados para esquizofrenia. A delegada disse que ele não tem laudo que comprove a doença.

2º caso - Cerca de três horas depois, Dayane Xavier foi esfaqueada, chegou a ser socorrida, mas não resistiu e morreu na Santa Casa. Thiago Echeverria chegou a fugir, mas também foi preso em flagrante, nas proximidades de onde o crime aconteceu, no Bairro Nova Campo Grande. Na delegacia, se reservou ao direito de falar somente em juízo.

Conforme testemunhas, a mulher e o marido discutiram enquanto consumiam bebida alcoólica em uma conveniência, por volta das 20h. Segundo Elisângela Ribeiro do Carmo, de 37 anos, comadre da vítima, que presenciou os fatos, os dois voltaram para a casa dela, onde estavam hospedados havia cerca de 2 meses, e continuaram a briga.

Em determinado momento, o suspeito pegou na virilha da vítima. Ela não gostou e desferiu um tapa no rosto dele. Nervoso, Thiago foi para a cozinha dizendo que “bater na cara dele era pedir para morrer”, pegou uma faca e atingiu Dayane na coxa. Um dos paramédicos estimou que a vítima perdeu cerca 1,5 litro de sangue.

O casal tem três filhos de 1, 5 e 8 anos. Eles ficaram sob a guarda da irmã da vítima. As armas utilizadas nos dois crimes foram apreendidas pela polícia. Thiago tem uma passagem pela polícia por vias de fato.

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