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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

06/10/2017 12:07

Lado humano de hospital contado em matérias vai para cápsula do tempo

Recipiente será desenterrado daqui 50 anos no aniversário de 150 anos da unidade de saúde

Guilherme Henri e Bruna Kaspary
Presidente da Santa Casa Esacheu Nascimento (Foto: André Bittar)Presidente da Santa Casa Esacheu Nascimento (Foto: André Bittar)

Daqui meio século uma nova geração encontrará histórias do Campo Grande News que em outrora emocionou quem as leram por evidenciar outra perspectiva do ser humano. As cerca de oito matérias foram cuidadosamente armazenadas na “cápsula do tempo” da Santa Casa, que foi enterrada nesta sexta-feira (6) para a posterioridade.

O recipiente que leva a história da unidade de saúde por meio de documentos e matérias disponíveis em mídias impressas e digitais foi enterrado no jardim central do hospital. E para que não se perca, como a última cápsula de 1941, que foi encontrada por acaso, um totem com placas de vidro sinaliza o local de “descanso” do que um dia se tornará registro histórico.

Uma das matérias do Campo Grande News colocadas na cápsula (Foto: Reprodução)Uma das matérias do Campo Grande News colocadas na cápsula (Foto: Reprodução)
História envolvendo funcionária da Santa Casa contada pelo Lado B do Campo Grande News (Foto: Reprodução)História envolvendo funcionária da Santa Casa contada pelo Lado B do Campo Grande News (Foto: Reprodução)

Entre o material selecionado “a dedo” pelos dirigentes da Santa Casa, estão os títulos do Campo Grande News “No primeiro transplante do ano na Santa Casa, mulher doa rim para marido” e “Pais localizam e abraçam técnica em enfermagem que salvou Gabriel”, que apenas por suas chamadas mostram, que no local não há somente enfermidades.

Ainda entre as matérias, também foi selecionado o título “Ministro da Saúde chega, visita Santa Casa e se reúne com prefeito”, de 18 de janeiro deste ano, que conforme a assessoria, registra a importante visita que a unidade recebeu no que será um dia “na época”.

Por meio da assessoria, a Santa Casa revelou que procurou selecionar materiais de diversos veículos de comunicação da Capital, porém por ter maior prospecção no Estado e país, o Campo Grande News ocupou mais espaço na “cápsula do tempo”.

Matérias e documentos que foram colocadas na cápsula (Foto: André Bittar)Matérias e documentos que foram colocadas na cápsula (Foto: André Bittar)

Memórias – De acordo com o presidente da Santa Casa Esacheu Nascimento, os documentos colocados na cápsula são históricos e além das matérias também foram armazenados registros de atendimentos e um apanhado geral dos últimos anos. “Queremos que seja desenterrado o que ‘pensamos’ da nossa contribuição da história da Santa Casa”.

Ainda segundo ele, para que a história não se perca, como a cápsula de 1941, que guardava a placa da inauguração do hospital e foi encontrada por um morador no aterro sanitário de Campo Grande, cuidados especiais foram tomados com o novo recipiente.

Recipiente sendo enterrado em jardim da Santa Casa (Foto: André Bittar)Recipiente sendo "enterrado" em jardim da Santa Casa (Foto: André Bittar)

Quem explica o engenho é o gestor de infra-estrutura da unidade de saúde, Braz Torrezan, que detalhou o projeto do recipiente e como os materiais foram dispostos para que não se deteriorem.

“A ‘casca’ é semelhante a de um transformador de energia e os materiais foram colocados separadamente em sacos plásticos selados para que não se deteriorem com o tempo”, revela.
Outro cuidado foi colocar os materiais impressos da vertical, para que a tinta não borre, ao passar dos 50 anos.

Comemoração – A ação foi alusiva aos 100 anos da Santa Casa e a data prevista para a cápsula ser desenterrada será no dia que a unidade de saúde completará 150 anos. O presente, como programado, será sua própria história.




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