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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

18/03/2016 20:59

Manifestantes liberam trecho da Afonso Pena, mas protesto continua

Nyelder Rodrigues, Fernanda Yafusso e Waldemar Gonçalves
Manifestantes liberaram trânsito, mas permaneceram no canteiro central (Foto: Alan Nantes)Manifestantes liberaram trânsito, mas permaneceram no canteiro central (Foto: Alan Nantes)

O trecho da avenida Afonso Pena entre as ruas Goiás e Alagoas, no Jardim dos Estados, foi liberado pelos manifestantes pró-impeachment, mas o protesto continua em frente ao MPF (Ministério Público Federal). Em acordo com a PM (Polícia Militar), eles foram para o canteiro central, ocupando também o retorno que dá acesso à rua Ambrosina para quem vem pela Afonso Pena e Alagoas.

Segundo estimativa do organizador do protesto, o movimento "Chega de Impostos", 300 pessoas participaram do ato, que contou com a presença de produtores rurais montados à cavalos. Um trator, uma camionete Toyota Hilux e um jipe foram usados para auxiliar no bloqueio da avenida. Já de acordo com a PM, o número de manifestantes em frente ao MPF hoje não passou de 150.

Por volta das 21h, o número de manifestantes diminuiu, ficando cerca de 100 pessoas no local. Pouco antes de liberarem o trânsito, a notícia de que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, suspendeu a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro- chefe da Casa Civil foi comemorada. "A luta não está sendo em vão", gritou ao microfone um dos agitadores da manifestação.

Protestos - Os protestos começaram no fim da tarde dessa sexta-feira (18) na Afonso Pena, como nos outros dias, mas em proporção inferior ao visto em dias anteriores. "As pessoas vieram espontaneamente, porque o outro movimento, o Reaja Brasil, disse que não faria nada hoje.", comenta uma das organizadoras, Karina Rodrigues.

Por causa das interdições, o trânsito ficou prejudicado na avenida, a mais movimentada de Campo Grande. Várias linhas de ônibus precisaram mudar o itinerário, inclusive, causando atrasos e confusão entre os usuários do transporte coletivo, já que os passageiros não sabiam por onde estavam passando os ônibus no trecho próximo ao MPF.

O Reaja Brasil não convocou protestos hoje para evitar possíveis confrontos com manifestantes defensores do governo Dilma e contra o impeachment que participaram de atos em várias cidades do país nessa sexta-feira. Em Campo Grande, o protesto ocorreu na rua Santana, em frente à sede da TV Morena, afiliada da Rede Globo, alvo também do manifesto.



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