Maternidade irá receber R$ 1,8 milhão para atendimento de mães atípicas
Acordo foi firmado com prefeitura da Capital para acelerar entrega de fraldas e dietas especiais

Convênio firmado entre prefeitura de Campo Grande e Maternidade Cândido Mariano prevê desembolso de R$ 1,8 milhão para atender as mães atípicas em Campo Grande. O acordo anunciado ontem pela prefeita Adriane Lopes (PP) integra o novo modelo estruturado pelo município para dar mais agilidade, organização e cuidado contínuo a essas famílias.
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Prefeitura de Campo Grande firmou convênio com a Maternidade Cândido Mariano no valor de R$ 1,8 milhão para atender mães atípicas, com repasses mensais ao longo de 12 meses. O acordo, publicado no Diário Oficial, visa agilizar a entrega de fraldas e dietas especiais para crianças de 0 a 12 anos. O Nama identificou 614 casos entre mais de 4.400 processos judiciais ativos, e um censo inédito foi iniciado para mapear essas famílias.
O convênio foi publicado hoje no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) e prevê que os R$ 1,8 milhão vão ser divididos em repasses mensais, durante 12 meses.
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O objetivo é acelerar a entrega de fraldas e dietas especiais, além de qualificar o atendimento de crianças de 0 a 12 anos. Após essa faixa etária, o acompanhamento segue diretamente pelo Nama (Núcleo de Apoio às Mães Atípicas).
Levantamento inicial do Nama identificou 614 casos de mães atípicas entre mais de 4.400 processos judiciais ativos relacionados a fraldas e dietas até dezembro de 2025. A prefeitura também iniciou um censo inédito para mapear essas famílias, com o objetivo de aprimorar o planejamento e direcionar melhor os recursos públicos.
O convênio foi firmado entre o Município, com interveniência da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), do Fundo Municipal de Saúde, e a AAMI (Associação de Amparo à Maternidade e à Infância). O objetivo é garantir assistência complementar às ações de saúde, com foco no atendimento de famílias que necessitam de materiais e dietas especiais.
Pela parceria, a entidade ficará responsável pela organização do atendimento e pela dispensação desses insumos, conforme critérios previamente definidos e disponibilidade.
Reivindicações - Os protestos de mães atípicas em Campo Grande se intensificaram entre 2025 e 2026, tendo como principal pauta a falta de fraldas, dietas especiais, medicamentos e atendimento especializado na rede pública de saúde.
Em janeiro de 2025, um ato reuniu cerca de 40 mães em frente ao CEM (Centro de Especialidades Médicas), onde deveriam retirar insumos garantidos por decisão judicial. As participantes denunciaram a falta de produtos básicos desde outubro do ano anterior e afirmaram que a prefeitura não estava cumprindo a liminar que obrigava o fornecimento.
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