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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

23/02/2016 17:53

Médica de UPA libera paciente sem ver que ela tinha dois ossos quebrados

Secretaria de Saúde da Capital promete sindicância e sugere que falha seria do equipamento de raio-x ou do profissional

Bianca Bianchi
Kamila Batista Mamédio teve alta da UPA e recebeu atestado médico de três dias (Foto: Fernando Antunes)Kamila Batista Mamédio teve alta da UPA e recebeu atestado médico de três dias (Foto: Fernando Antunes)

Fortes dores pelo corpo e dificuldade para se mexer. Esses são os sintomas que a estudante Kamila Batista Mamédio, 20 anos, sente desde a madrugada de domingo (21), mesmo depois de ser atendida na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Universitário. Detalhe: a médica que a atendeu não notou que ela tinha duas partes do corpo fraturadas.

À reportagem do Campo Grande News, Kamila contou que voltava da casa do namorado, por volta das duas horas da madrugada, pelo sentido centro-bairro da avenida Guaicurus e, logo após cruzar a rua Pontalina, foi fechada por um veículo. Para tentar escapar do acidente, a jovem subiu no meio-fio, mas, perdeu o controle e caiu.

Segundo Kamila, o carro passou em cima dela e fugiu sem prestar socorro. Testemunhas que passavam pelo local ajudaram a jovem. O Corpo de Bombeiros fez o resgate e a levou para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Universitário, onde foi medicada e submetida a exames de raio-x.

Já por volta das 10h, quando Emerson, irmão de Kamila, questionou a situação da irmã, a enfermeira informou que demoraria um pouco, pois a ficha da paciente havia sido perdida. Minutos depois, a médica Claudia Natalia de Paiva deu alta e atestado de três dias para a paciente, informando que as dores que ela sentia seriam apenas musculares e que passariam com repouso e medicação.

Na tarde de ontem (22), ainda com fortes dores, Kamila foi levada por familiares para a Santa Casa, onde passou por novos exames que revelaram que ela está com um osso da face e escápula direita quebrados. No próximo dia 29, a paciente deve retornar ao hospital para avaliar a necessidade de cirurgias.

A reportagem tentou, via Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), explicações da médica ou da chefia do plantão da UPA no dia do atendimento a Kamila. A única manifestação veio pela assessoria de imprensa do órgão. A explicação é de que a falha pode ter ocorrido por problema na regulagem do equipamento ou má interpretação dos exames por parte do profissional, que é clínico-geral sem especialização em ortopedia.

A Secretaria informou, ainda, que a denúncia da paciente será apurada por meio de uma sindicância e não poderá se posicionar até que o processo seja finalizado.

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Não é a primeira vez que o péssimo atendimento -ou a falta dele- acontece nessa
UPA do Universitário. Na data do dia 12/02/16 procurei atendimento médico e a informação dada pela recepcionista,foi que três médicos clínicos estariam de plantão, porém apenas um realizando atendimento e dois "descaçando". Acontece que entre 9:00 h e 02:50 h da madrugada NENHUM PACIENTE foi chamado para ser atendido pelo médico. Muitos pacientes desistiram do atendimento,pacientes procuravam informações e a resposta era de que qualquer reclamação deveria ser feita na ouvidoria! A DIREÇÃO desse UPA tem que mudar. Pode ter sido falha da médica em não encaminhar a paciente para o CENORT ou hospital, porém responsável maior é a direção.
 
Gisa em 24/02/2016 09:03:14
Se a Doutora é clinico geral então não poderia atender acidentes, portanto a culpa não é dela mais sim da direção da UPA, que deveria ter encaminhado a paciente a um ortopedista
 
juvenul em 23/02/2016 19:06:53
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