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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

16/04/2012 14:21

Sem-terra montam barracas no Incra e pedem liberação de recursos

Mariana Lopes
Cerca de 200 assentados ocupam, desde o início da manhã de hoje, a parte externa do prédio do Incra (Foto: Pedro Peralta)Cerca de 200 assentados ocupam, desde o início da manhã de hoje, a parte externa do prédio do Incra (Foto: Pedro Peralta)

Cerca de 200 assentados do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra de Mato Grosso do Sul) montaram barracas na parte externa do prédio do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) desde o início da manhã desta segunda-feira (16), em Campo Grande. A principal reivindicação dos sem-terra é a liberação dos recursos de Reforma Agrária que estão retidos pela liminar do MPF (Ministério Público Federal).

Na tarde hoje, o superintendente do Incra, Celso Cestari Pinheiro, se reunirá com os assentados para receber e discutir a pauta nacional, na qual eles pedem para recompor o orçamento do órgão.

Porém, Cestari explica que o programa está travado por conta de ação judicial, quando a Polícia Federal flagrou, em 2010, irregularidades em assentamentos de Itaquiraí, com venda lotes e envolvimento de 12 funcionários do Incra.

O pedido de liminar do MPF impede a compra e desapropriação de fazendas para formação de novos assentamentos no Estado. “O contingenciamento de recurso trava a Reforma Agrária, é assim”, diz o superintendente.

Um dos representantes do MST, José de Oliveira, 56 anos, do assentamento de São Luiz, localizado em Batayporã, disse que os assentados estão em atividade desde o começo do mês, quando participaram de uma audiência pública na Câmara dos Vereadores de Itaquiraí e outra no Ministério Público Federal, em Dourados.

“Queremos que o Incra nos repasse os recursos que estão retidos, para termos dignidade de vida”, diz Oliveira. Ele critica o estado no qual se encontra o órgão no Estado. “Sei que é um problema sério entre o Incra e o MPF, e daí é a gente que sai perdendo, pois há recurso parado para a gente e não pode ser aplicado”, pontua.

O maior problema gerado nos assentamentos, segundo Oliveira, é a falta de fomento para as famílias trabalharem e a falta de material para construir casas nos lotes mais recentes. “Tem lote que está distribuído, mas não tem como construir, tem barracos de lona no lugar de casas”, conta o representante.

Por conta da ocupação, a diretoria do órgão dispensou os 143 funcionários que cumpririam o expediente de hoje e está com as portas fechadas para atendimento. A manifestação deve durar até amanhã e também faz parte do Abril Vermelho, que lembra a morte de 21 sem-terra em Eldorado dos Carajás, no Pará, ocorrido no dia 17 de abril de 1996.



tenho muita voltade de cadastra no ingra para ter uma oportumidade de adiquiri um pedaço de terra para trabalhar,,gostaria se foce possivel de algem me enforma como posso cadastra....obrigado..
 
marcio adriano da silva em 25/11/2012 12:46:30
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