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Campo Grande, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

14/08/2019 18:33

Menino de 9 anos chega em casa com olho roxo e mãe cobra escola

A agressão foi registrada na polícia e o menino submetido a exame de corpo de delitono Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal

Geisy Garnes
Agressão aconteceu na noite de segunda-feira (Foto: Arquivo Pessoal)Agressão aconteceu na noite de segunda-feira (Foto: Arquivo Pessoal)

A mãe de um aluno da Escola Municipal Padre Tomaz Ghirardelli denunciou negligência depois que o filho de 9 anos chegou com o olho roxo em casa. Segundo ele, o menino só foi socorrido depois que a briga havia parado. “A briga foi demorada, ninguém socorreu”.

Ao Campo Grande News a mãe da criança, uma vendedora de 30 anos, lembra que só descobriu sobre a agressão na noite de segunda-feira (12), depois que chegou do trabalho. “A menina que cuida deles me avisou e ele começou a chorar”.

Para a mãe, o menino contou que estava ajudando um amigo a destravar a bicicleta, já na saída da aula, quando o agressor e um amigo se aproximaram. “Primeiro ele mandou o amigo abraçar e apertar meu filho, ele fez. Depois foram vários socos, no estômago, no rosto, ele ficou com o olho muito roxo. A briga foi demorada, ninguém socorreu”, afirmou. A menino afirmou que não conhecia o colega de escola.

Segundo ela, depois que a briga já tinha terminado socorreram o menino e colocaram gelo no ferimento do rosto. Nesta tarde, durante uma reunião com a direção da escola e a Semed (Secretaria Municipal de Educação), a mulher teve acesso às imagens da briga. “Dá para ver que ele tenta evitar, empurra para se desvencilhar”.

Ainda conforme a mãe, as brigas na escola são frequentes, já que não há funcionários suficientes para monitorar as crianças. “Ali é uma bagunça, não tem nenhuma ordem, chego lá pra buscar meus filhos e as crianças estão se estapeando no pátio, dando rasteira um no outro e ninguém vê. A escola tem 2 mil alunos, não tem monitora, se quem eu nunca vi”, contou.

O medo de voltar a ver o filho machucado fez com que a vendedora pedisse a transferência do menino e da filha mais nova, de 6 anos, que também estudava na escola. “É mais longe, vai ficar ruim para mim, mas é a única solução que vejo no momento. Meu filho é um aluno exemplar, tira boas notas e é muito tímido, tem dificuldade em fazer amigos”.

Para ela, a direção da escola garantiu que os pais do aluno agressor serão ouvidos e ainda que o Conselho Tutelar irá acompanhar o caso. A agressão foi registrada na polícia e o menino submetido a exame de corpo de delito no Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal).

Semed – Em nota a Secretaria Municipal informou que acompanha o caso e foi informada que pelas imagens do circuito de câmeras instalado na área externa e interna da escola é possível ver os dois alunos brigando. Por isso, os responsáveis foram chamados e o caso foi registrado em ata.

“A direção da escola conseguiu identificar o outro aluno que agrediu por meio do circuito de câmeras instalado na área externa e interna da escola. Por meio das imagens é possível ver os dois alunos brigando. A direção já solicitou o comparecimento dos responsáveis do aluno agressor à unidade nesta quinta-feira. O ocorrido foi registrado em ata e a direção irá tomar as providências após a apuração dos fatos, com base no regimento escolar”.

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