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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

18/08/2016 14:50

Moradores protestam contra paralisação de obras no Bom Retiro

Adriano Fernandes
Cerca de 50 manifestantes permanecem pela rua com faixa de “Kd as casa Bernal 1+1”. (Foto: Direto das Ruas) Cerca de 50 manifestantes permanecem pela rua com faixa de “Kd as casa Bernal 1+1”. (Foto: Direto das Ruas)

Moradores do loteamento Bom Retiro, na região da Vila Nasser, interditaram nesta quinta-feira (18) parte da rua Pedro José dos Santos em protesto pela paralisação das obras no residencial. Segundo os moradores, há pelo menos 20 dias nenhum funcionário da empreiteira responsável pela obras trabalha no local.

Cerca de 50 manifestantes permanecem pela rua com faixa de “Kd as casa Bernal 1+1”, cobrando melhorias nas residências. Como forma de chamar a atenção para o problema, eles atearam fogo em sofás e entulho.

“As obras não estão ocorrendo conforme o prometido. Tem muitas famílias que estão com o quintal todo revirado. A única coisa que fizeram foi demarcar os lotes, fazer umas valetas. Há 20 dias não tem nenhum funcionário por aqui”, disse o jardineiro Rogério Carvalho, de 29 anos.

“O pouco que foi feito aqui, desde quando fomos transferidos foi feito pelos próprios moradores. Cadê os recurso que a prefeitura disse que seria destinado para cá?”, questiona o zelador Márcio Adriano, de 43 anos.

De acordo com o morador, os manifestantes continuaram a manifestação até receberem um posicionamento da prefeitura. “O pessoal está cansado dessa situação. Quando chove os moradores padecem, principalmente as crianças, então alguém tem que nos dar uma resposta”, completa.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura, por meio da assessoria de imprensa do município, mas até a conclusão da matéria, não obtivemos retorno.

Moradias – O loteamento Bom Retiro, na região da Vila Nasser, norte da cidade, recebeu em março deste ano os moradores da favela Cidade de Deus. Pelo menos 84 famílias foram realocadas na região. Cada família teve o direito a um terreno de 10x20 metros. 

No local, também seria implantado o programa "Mutirão Assistido", que consiste na construção de casas, onde a prefeitura banca 40% da construção e o morador pagará os 60% restantes parcelados junto ao valor do terreno. 



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