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Capital

Vizinhos se mobilizam contra transferência de famílias a residencial: "bandidos"

Na opinião dos moradores, a nova vizinhança vai fazer o bairro virar uma "favela"

Por Ana Beatriz Rodrigues | 18/09/2020 18:57
Uma das mensagens trocadas pelos os maradores do bairro Oiti. (Foto:Direto das Ruas)
Uma das mensagens trocadas pelos os maradores do bairro Oiti. (Foto:Direto das Ruas)
Nessa conversa os moradores citam o padrão dos novos moradores. (Fotos : Direto das Ruas)
Nessa conversa os moradores citam o padrão dos novos moradores. (Fotos : Direto das Ruas)


Bastou a transferências de 2 famílias para o residencial Oiti para a vizinhança entrar em polvorosa. Conversas que chegaram à reportagem mostram mobilização para evitar que se concretize a mudança.

As famílias tiveram seus barracos desfeitos por força-tarefa nesta sexta-feira (18), em área na Avenida Ernesto Geisel conhecida como "Fazendinha", na altura do Bairro Cabreúva,

Existe até ameaça de trancar a  rua para evitar a instalação das famílias no bairro, na saída para Três Lagoas. Os moradores pegam pesado nas redes sociais e dizem que o medo é que o lugar se transforma em "favela".

É pelo grande histórico de criminalidade com bocas de fumo, homicídios, roubos, furtos, etc”, afirma moradora com quem o Campo Grande News conversou.

Em um dos prints de conversas entre vizinhos, os moradores garantem que não querem "cercear" direitos, mas pedem para "que usem outra área".

"São bandidos, traficantes", diz outro trecho de conversa pelo Whatsapp, citando ainda que os moradores foram retirados da "Fazendinha" para sair da visão de quem passa pela região mais central.

Há outro diálogo com a citação sobre as famílias removidas não terem o "padrão" de quem mora no Oiti.

Segundo as informações que chegaram à redação, os moradores Oiti entraram em contato com um dos representante da Agência de Habitação Municipal para questionar a transferência das pessoas para o bairro.

Após crime - Equipes da Sisep (Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos), Guarda Civil Metropolitana e Polícia Militar montaram força-tarefa para fazer um limpa no terreno da prefeitura onde funcionava boca de fumo, na Avenida Ernesto Geisel. O local fica em frente à boate de Ronaldo Nepomuceno Neves, de 48 anos, assassinado na semana passada.

No lugar, funcionou, segundo vizinhos, uma associação, em área da prefeitura, mas ao longo dos anos o tráfico acabou tomando conta.

A reportagem tentou, sem sucesso, contato com a Agência Municipal de Habitação para falar do caso.

Máquina remove barro de área no Bairro Cabreúva. (Foto: Paulo Francis)
Máquina remove barro de área no Bairro Cabreúva. (Foto: Paulo Francis)


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